quinta-feira, 26 de abril de 2012

Obsessão no Centro Espírita


Enganam-se quantos imaginam que os espíritos obsessores não tenham acesso à casa espírita, influenciando os medianeiros que nela trabalham. 
Os espíritos têm acesso a qualquer lugar para o qual se sintam atraídos, seja pelas atitudes de invigilância ou pelos pensamentos infelizes de quem lhes ofereça sintonia. 
Um centro espírita pode, perfeitamente, estar sob a direção espiritual de entidades não evangelizadas, de espíritos que não tenham comprometimento com o Evangelho. Díriramos mesmo que, determinados núcleos espíritas, ou que se rotulem com tais, são verdadeiros quartéis-generais de espíritos inimigos da Doutrina, entidades pseudo-sábias e sofistas cuja única preocupação é a de estabelecer a cizânia. 
Na casa espírita onde predominem os bons sentimentos de seus freqüentadores, o desejo do bem e o estudo da Doutrina, os espíritos obsessores não têm acesso podem até, como na maioria das vezes acontece, mover-lhe uma perseguição externa, na tentativa de atingi-la indiretamente, mas não conseguem varar o bloqueio natural que a preserva do assédio direto das trevas. 
Existem pontos no centro espírita sobre os quais os seus dirigentes carecem de exercer uma maior vigilância. 
Já tivemos oportunidade de nos referir aos perigos de uma reunião de desobsessão desorganizada, levada a efeito sem os devidos cuidados doutrinários. Uma outra atividade, todavia, que pode dar margem a muita perturbação para o grupo é justamente a relacionada ao passe. Como percebemos sempre uma tarefa ligada ao exercício da mediunidade. 
Dentro da cabina de passe, os médiuns carecem estar sempre atentos, cooperando na vigilância uns dos outros. Costuma ser ali que os espíritos obsessores, valendo-se da proximidade física das pessoas, encontram facilidade para se insinuarem com os seus pensamentos maledicentes. Nada, por exemplo, de um médium atender sozinho no passe uma pessoa do sexo oposto ou de sentir necessidade de tocar o corpo de quem está se beneficiando dos recursos terapêuticos dispensados no momento do passe. Nada, ainda, de dar passividade pela incorporação às entidades espirituais que possivelmente estejam acompanhando o assistido... A mediunidade legítima é sempre exercida com discrição. 
Costumam ser no instante no passe, devido ao grande afluxo de encarnados na instituição, que os médiuns se fragilizam a obsessão, não raro, pode começar a se instalar por um simples olhar invigilante! 
O médium ainda algo personalista, querendo se prevalecer sobre os demais, não se contenta com a transmissão do passe transmite, a todo momento, supostos recados do Mais Além a quem sai, fornece diagnósticos a respeito de enfermidades inexistente, fazem previsões absurdas, descrevem quadros de sua imaginação... Este comportamento necessita ser combatido, para que, por exemplo, um médium de faculdades promissoras não extrapole. 
É na cabina de passes que muitos medianeiros começam a acalentar a idéia de um trabalho de cura só para si! 
Quando o médium perde a simplicidade sentimento de auto defesa que lhe garante imunidade contra a obsessão -, ele se transfigura em intérprete da perturbação, passando a ser na casa espírita um problema de difícil solução. 

Livro: Conversando com os médiuns. 
ESPÍRTO: Odilon Fernandes. 
MÉDIUM: Carlos A Baccelli.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Rogativa


Senhor Jesus! 


Rogando-te permissão para reverenciar o divino apostolado, nós te louvamos e agradecemos as oportunidades de trabalho, das quais nos enriqueces a existência. 


Abençoa-nos, Senhor, com a tua infinita bondade a fim de aprendermos a servir-Te , na pessoa daqueles irmãos nossos da Humanidade, tantas vezes em obstáculos maiores do que os nossos. 


Conserva-nos aqui, em teu amor, e ensina-nos a encontrar-Te nas tarefas do bem a que nos designas, para que não nos percamos nas sombras em que, porventura, se nos envolvam os caminhos, nos variados climas terrestres!... 


Nas horas felizes, dá-nos a tua inspiração e a tua luz, para que a nossa alegria não se converta em flor estéril, na seara de tuas bênçãos e, nos dias difíceis, sê nosso apoio para que a provação não nos abata ou destrua. 


Ajuda-nos a identificar-te a Presença Divina, em cada coração necessitado de socorro ou de amor que nos bata à porta e supre-nos de forças e recursos, na munificência de teu amparo, no desempenho das nossas obrigações. 


Quando a incerteza nos visite em ação, coloca, Jesus, por misericórdia, a tua mão em nossas mãos e guia-nos o sentimento, para que o bem se faça, não segundo a nossa visão humana e estreita, e sim de acordo com as disposições sábias e compassivas de tua vontade. 


Quando possíveis incompreensões nos impulsionem a qualquer dificuldade de entendimento, guarda-nos em tua paciência e induzi-nos à união e à humildade, auxiliando-nos a saber que a obra de elevação, em que nos Permites cooperar é sempre tua e não nossa. 


Fazei-nos reconhecer que a caridade começa invariavelmente de nossas relações mútuas, porquanto, apenas em nos servindo uns aos outros é que conseguiremos irradiar o amor que nos deste para distribuir com os nossos semelhantes. 


Senhor, ampara-nos e orienta-nos, para que possamos, um dia, corresponder plenamente ao teu mandato de confiança!... 


E, suplicando-Te, mais uma vez, acolher-nos em teu coração misericordioso e augusto, terminamos a nossa rogativa com aquela outra que legaste por Luz Divina, no caminho dos cristãos de todos os séculos. 


“Pai Nosso, que estás nos Céus, santificado seja o teu Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita, oh! Pai, a tua vontade, assim na Terra como nos Céus, o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos nossos devedores, não nos deixeis cair em tentação e livra-nos do mal, porque teu são o reino, o poder, a majestade e o glória para sempre!... Assim seja.” 



Bezerra de Menezes
Livro: “Bezerra, Chico e Você” - Psicografia de Chico Xavier

Ponderação

Diante do mal quantas vezes!... 


Censuramos o próximo... 


Desertamos do testemunho da paciência... 


Criticamos sem pensar... 


Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte... 


Esquecemos a solidariedade... 


Fugimos ao dever de servir... 


Abraçamos o azedume... 


Queixamo-nos uns dos outros... 


Perdemos tempo em lamentações... 


Deixamos o campo das próprias obrigações... 


Avinagramos o coração... 


Desmandamo-nos na conduta... 


Agravamos problemas... 


Aumentamos o próprios débitos... 


Complicamos situações... 


Esquecemos a prece... 


Desacreditamos a fraternidade... 


E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus... 


Entretanto a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é aquela senha de Jesus: 

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!!... 



Bezerra de Menezes 

(Do livro “Visão Nova” - Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia do Livro Espirita

Hoje 18 de Abril , comemora-se o Dia do Livro Espirita.

O Livro dos Espíritos 

Lançado em 18 de abril de 1857, em Paris, O Livro dos Espíritos apresentou à Humanidade idéias novas: a vida prossegue após a morte do corpo; Deus existe, é bom, nos criou e, pela reencarnação, nos permite evoluir, corrigindo o mal que praticamos e aprendendo a amar uns aos outros.

A Obra é um roteiro de vida e uma fonte permanente de estudos, consolação, reflexão e esperança para aproximadamente 30 milhões entre espíritas e simpatizantes.

Para elaborar o livro, Allan Kardec fez uma série de perguntas, submeteu-as aos Espíritos mediante o concurso de diversos médiuns e comparou as respostas. Depois de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec publicou O que é o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese . Todos são essenciais para quem deseja conhecer a Doutrina Espírita, mas a base sempre é O Livro dos Espíritos.

O livro básico do Espiritismo contém perguntas feitas por Allan Kardec aos espíritos superiores. Deus, existência dos Espíritos, mediunidade, reencarnação, morte, leis morais e o destino do homem após a morte são alguns temas encontrados nessa obra.


Foi num sábado de primavera, na Galeria d'Orleans, no Palais Royal, em Paris, aos 18 de abril de 1857, que Allan Kardec publicava sua primeira obra: "O Livro dos Espíritos". Era um marco para o início de um novo momento para a evolução espiritual da humanidade. No plano espiritual, a equipe formada pelos Espíritos Superiores encarregados da nova revelação, sob as ordens de Jesus, mobilizava-se para que, a partir daquele século 19, a verdade consoladora fosse organizada, consolidada e divulgada. O primeiro passo havia sido dado. Surgia uma filosofia com bases científicas e consequências morais.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Assim falou Jesus

                                                                                                      Cap. VI – Item 1

Disse o Mestre: “Buscai e achareis.”
Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.
Afirmou o Senhor: “Cada árvore é conhecida pelos frutos.”
Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.
Proclamou o Cristo: “Orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
O espírito é o futuro e a vitória final, mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações.
Ensinou o Mentor Divino: “Não condeneis e não sereis condenados.”
Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você.
Falou Jesus: “Quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á.”
Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta.
Disse o Mestre: “Não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma.”
A criatura faminta de posses e riquezas materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só.
Afirmou o Senhor: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem.”
A pessoa de juízo são come o razoável para rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para rendimento da morte.
Ensinou o Mentor Divino: “Andai enquanto tendes luz.”
O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista.
Proclamou o Cristo: “Orai pelos que vos perseguem e caluniam.”
Interessar-se pelo material dos caluniadores é o mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo.
Falou Jesus: “A cada um será concedido segundo as próprias obras.”
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois que a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você faz.

André Luiz

O Espírito da verdade
Francisco Candido Xavier
Waldo Vieira

sábado, 7 de abril de 2012

A Páscoa na Visão Espírita



COM A APROXIMAÇÃO DA PÁSCOA, SERIA INTERESSANTE FALAR UM POUCO SOBRE ESTA COMEMORAÇÃO. 

NA DOUTRINA ESPÍRITA, NÃO HÁ COMEMORAÇÃO DA PÁSCOA, POIS PARA OS ESPÍRITAS, NÃO EXISTIU RESSURREIÇÃO FÍSICA, POR SER "CIENTIFICAMENTE IMPOSSÍVEL”. 

O QUE HOUVE FOI UMA APARIÇÃO DO CORPO ESPIRITUAL QUE É ALGO NATURAL. A VIDA DE JESUS É CHEIA DE EXEMPLOS. 

A ORIGEM DA PALAVRA PÁSCOA É JUDAICA E SIGNIFICA, “PESSACH”, PASSAGEM EM HEBRAICO, DIA EM QUE SE COMEMORA A LIBERTAÇÃO DO POVO HEBREU DO CATIVEIRO.

ESTÁ EVIDENTE, AÍ, A REFERÊNCIA DE QUE A PÁSCOA JÁ ERA UMA “COMEMORAÇÃO”, NA ÉPOCA DE JESUS, UMA FESTA CULTURAL E, PORTANTO, O QUE FEZ A IGREJA FOI “APROVEITAR-SE” DO SENTIDO DA FESTA, PARA ADAPTÁ-LA, DANDO-LHE UM NOVO SIGNIFICADO, ASSOCIANDO-O À “IMOLAÇÃO” DE JESUS, NO PÓS-JULGAMENTO, NA EXECUÇÃO DA SENTENÇA DE PILATOS.


NO QUE CONCERNE À RESSURREIÇÃO, PODEMOS DIZER QUE A INTERPRETAÇÃO TRADICIONAL APONTA PARA A POSSIBILIDADE DO REAGRUPAMENTO DA ESTRUTURA CORPORAL DO CRISTO, NO POST-MORTEM, SITUAÇÃO TOTALMENTE RECHAÇADA PELA CIÊNCIA, EM VIRTUDE DA DETERIORAÇÃO DO ENVOLTÓRIO FÍSICO.



MAS, COMO EXPLICAR, ENTÃO AS “APARIÇÕES” DE JESUS, NOS QUARENTA DIAS PÓSTUMOS, MENCIONADAS PELOS RELIGIOSOS NA ALUSÃO À PÁSCOA?

A FENOMENOLOGIA ESPÍRITA (MEDIÚNICA) APONTA PARA AS MANIFESTAÇÕES PSÍQUICAS DESCRITAS COMO MEDIUNIDADES

EM ALGUMAS OCASIÕES, COMO A CONVERSA COM MARIA DE MAGDALA, QUE HAVIA IDO ATÉ O SEPULCRO PARA DEPOSITAR ALGUMAS FLORES E ORAR, PERGUNTANDO A JESUS – COMO SE FOSSE O JARDINEIRO – APÓS VER A LÁPIDE REMOVIDA, “PARA ONDE LEVARAM O CORPO DO RABONI”.


PODEMOS ESTAR DIANTE DA “MATERIALIZAÇÃO”, ISTO É, A UTILIZAÇÃO DE FLUIDO ECTOPLÁSMICO – DE SERES ENCARNADOS OU DE ELEMENTOS DA NATUREZA – PARA POSSIBILITAR QUE O ESPÍRITO SEJA VISTO (POR TODOS).

NOUTRAS SITUAÇÕES, ESTAMOS DIANTE DE UMA OUTRA MANIFESTAÇÃO PSÍQUICA CONHECIDA, A MEDIUNIDADE DE VIDÊNCIA, QUANDO, PELO USO DE FACULDADES MEDIÚNICAS, ALGUÉM PODE VER OS ESPÍRITOS.

CURIOSO É QUE ATÉ HOJE NÃO PERCEBERAM O ERRO NA HORA DE FAZER AS CONTAS, SEGUNDO O CREDO CRISTÃO, JESUS MORREU E RESSUSCITOU NO TERCEIRO DIA, MAS COMO SE DE SEXTA ATÉ DOMINGO SÓ SE PASSARAM DOIS? 

NESTA PÁSCOA, LEMBRA-TE DE REVERENCIAR OS BELOS EXEMPLOS DE JESUS, QUE O IMORTALIZAM E QUE NOS GUIAM PARA, UM DIA, TAMBÉM ESTARMOS NA CONDIÇÃO EXPERIMENTADA POR ELE, QUAL SEJA A DE “SERMOS DEUSES”, “FAZENDO BRILHAR A NOSSA LUZ”. COMEMORE, UMA “OUTRA” PÁSCOA.

A SUA PÁSCOA, A DA SUA TRANSFORMAÇÃO, A REFORMA ÍNTIMA, RUMO A UMA VIDA PLENA.



FONTE:
ARTIGO: A PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA
AUTOR: LUCIANO RIBEIRO











quinta-feira, 5 de abril de 2012

Educa


“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o
Espírito de Deus habita em vós?” – Paulo (I Coríntios, 3:16.)

          Na semente minúscula reside o germe do tronco benfeitor.
          No coração da terra, há melodias da fonte,
          No bloco de pedra, há obras primas de estatuária.
          Entretanto, o pomar reclama esforço ativo.
          A corrente cristalina pede aquedutos para transportar-se incontaminada.
          A jóia de escultura pede milagres do buril.
          Também o espírito traz consigo o gene da Divindade.
          Deus está em nós, quanto estamos em Deus.
          Mas, para que a luz divina se destaque da treva humana, é necessário que os processos educativos da vida nos trabalhem no empedrado caminho dos milênios.
          Somente o coração enobrecido no grande entendimento pode vazar o heroísmo santificante.
          Apenas o cérebro cultivado pode produzir iluminadas formas de pensamento.
          Só a grandeza espiritual consegue gerar a palavra equilibrada, o verbo sublime e a voz balsamizante.
          Interpretemos a dor e o trabalho por artistas celestes de nosso acrisolamento.
          Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude.
          Educa e edificarás o paraíso na Terra.
          Se sabemos que o Senhor habita em nós, aperfeiçoemos a nossa vida, a fim de manifestá-lo.
Autor: Emmanuel (Psicografia de Francisco Candido Xavier)
Fonte: Fonte Viva

terça-feira, 3 de abril de 2012

Programa de Estudos do Desenvolvimento Mediúnico - Mês Abril

DIA
LIVRO
ASSUNTO


02, 14
VIDA FELIZ
O ESPÍRITO DA VERDADE
LIÇÃO 44
ASSIM FALOU JESUS
7
RECESSO
RECESSO
16, 21
VIDA FELIZ
LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIÇÃO 45
525/535 – INFLUÊNCIA...
23, 28
VIDA FELIZ
LIVRO DOS MÉDIUNS
LIÇÃO 46
242/254 – DA OBSESSÃO...
30
VIDA FELIZ
O ESPÍRITO DA VERDADE
LIÇÃO 47
56 – POR AMOR A CRIANÇA