sábado, 9 de junho de 2012

Entrevista com Divaldo Pereira Franco - Evangelização Infanto-Juvenil Texto extraído do Livro "Seara de Luz"



1. Qual a importância da evangelização espírita infanto-juvenil na formação da sociedade do Terceiro Milênio?

DIVALDO: De máxima relevância, por ser a infância de hoje o elemento social que constituirá a nova humanidade programada para o início do Terceiro Milênio.

Na alvorada do próximo século, os jovens da atualidade serão chamados a exercer tarefa e a atender os compromissos cujos resultados dependerão da sua formação. Sendo a Doutrina Espírita a mais excelente mensagem de todos os tempos - porque restauradora do pensamento de Jesus Cristo, de forma compatível com as conquistas do conhecimento moderno - é óbvio ser a preparação das mentes infanto-juvenis, à luz da evangelização espírita, a melhor programação para uma sociedade feliz e mais cristã.

Considerando-se ainda que Entidades Venerandas retornam para apressar o reino de Deus enquanto outros Espíritos mais infelizes, retidos em regiões de dor, igualmente são trazidos à experiência da reencarnação iluminativa, é justo estejamos preocupados em socorrer estes últimos com a mensagem libertadora e em auxiliar aqueloutros que virão abrir novos caminhos para o bem e a Verdade.

2. Como se efetua o apoio do Plano Espiritual Superior ao movimento de evangelização espírita infanto-juvenil?

DIVALDO: Sob a inspiração constante e a assistência espiritual aos trabalhadores do relevante mister, os Amigos da Vida Maior trazem idéias que se convertem em programas e técnicas e se transformam em experiências vitoriosas tão logo aplicadas, melhor atendendo às necessidades do movimento de evangelização espírita infanto-juvenil; distendem recursos terapêuticos durante as reuniões específicas, socorrendo e amparando os que trazem marcas mais vigorosas do passado próximo, em forma de limitação, enfermidade ou alienação por obsessão, e despertam os infantes e jovens para melhor compreenderem a necessidade de crescimento para Deus.

Muitos Espíritos Nobres já estão reencarna-dos realizando esse cometimento na condição de evangelizadores e preparado-res da juventude.

3. Como os Espíritos Superiores estão vendo a atuação dos companheiros encarnados com responsabilidade nas tarefas de evangelização espírita infanto-juvenil?

DIVALDO: De forma positiva e muito confortadora, considerando-se os resultados palpáveis, não apenas no Brasil como em diversos países americanos onde têm chegado a sadia orientação e a oportuna ação cristã. Através dos dedicados trabalhadores encarnados, logram aqueles Condutores Espirituais atender à tarefa da espiritualização da criatura humana, com vistas ao futuro melhor de todos nós.

4. Como os espíritos conceituam, no conjunto das atividades da instituição espírita, a tarefa de evangelização infanto-juvenil?

DIVALDO: Têm-nos informado os Benfeitores Espirituais, entre eles Bezerra de Menezes, Joanna de Ângelis e Amélia Rodrigues, que esse labor necessário é o sêmen fecundante do Bem no organismo da criatura humana, produzindo frutos de sabedoria e de paz. A casa espírita, através das suas diversas atividades doutrinárias, mediúnicas, educacionais e assistenciais compromete-se a ensinar e a viver a doutrina codificada por Allan Kardec, tarefas essas grandiosas e de valor incontestável. No setor doutrinário-educacional, a obra se agiganta quando dirigida às gerações novas, ainda não comprometidas emocionalmente com os problemas da atualidade e receptivas às orientações superiores. A divulgação do Espiritismo sob todas as formas é o grande desafio para os espíritas e suas instituições, neste momento grave da humanidade. A evangelização infanto-juvenil é uma das primeiras atividades a serem encetadas como base para a construção moral do Mundo Novo.

5. Existem condições mínimas para se desempenhar a tarefa da Evangeliza-ção? Quais seriam?

DIVALDO: Não pretendemos estabelecer regras de comportamento doutrinário, muito bem já apresentadas no corpo da Doutrina Espírita e em particular nas excelentes páginas "O homem de bem" e a seguir "Os bons espíritas", no capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.

Não obstante, quem deseje desempenhar a tarefa de evangelização infanto-juvenil, deve possuir conhecimento do Espiritismo e boa moral, como embasamentos para essa empreitada.

Como requisito igualmente primordial, deve Ter conhecimentos de Pedagogia, Psicologia Infantil e Metodologia sem deixar à margem o alimento do amor, indispensável em todo cometimento de valorização do homem. Aliás, a programação para a preparação de evangelizador infanto-juvenil tem tido a preocupação de oferecer esses elementos básicos nos encontros e cursos ministrados periodicamente em diversas regiões do país, sob a orientação da FEB.

6. Que papel cabe aos espíritas não envolvidos diretamente na evangeliza-ção infanto-juvenil, para o crescimento e maior êxito dessa tarefa?

DIVALDO: O de divulgar esse trabalho importante, estimulando os pais a encaminharem, o quanto antes, os seus filhos à preparação e orientação evangélico-espírita, de modo a contribuírem efetivamente para os resultados almejados. Da mesma forma, exemplificar, levando os filhos às aulas de evangelização e mantendo no lar a vivência espírita, ainda é a melhor metodologia para influenciar e conduzir sentimentos.

7. Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à escola de evangelização dos centros espíritas?

DIVALDO: Informa-me Joanna de Ângelis que, na condição de pais e orientadores, nos compete a preocupação de oferecer o bom alimento aos filhos e aos nossos educandos; favorecê-los com o melhor círculo de amigos; vesti-los de forma decente e agradável; encaminhá-los aos bons professores, dentro da nossa renda; proporcionar-lhes o mais eficiente médico e os mais eficazes medicamentos quando estejam enfermos; conceder-lhes meios para a manutenção da vida; guiá-los na profissão escolhida.

É natural, também, tenhamos a preocupação de atendê-los com a diretriz segura para uma vida e um porvir espiritual dignos. E esta rota é a Doutrina Espírita.

Devemos, portanto, conduzi-los às escolas de evangelização dos centros espíritas, ou, do contrário, não estaremos cumprindo com as nossas obrigações.

8. Quais recursos poderiam ser, ainda, acionados para expandir a tarefa de evangelização infanto-juvenil?

DIVALDO: Maior e mais constante intercâmbio entre evangelizadores e pais, a fim de conscientizá-los de suas responsabilidades, pois ambos estão interessados na formação moral e espiritual da criança e do jovem.

Seria também muito válido que os resultados da evangelização infanto-juvenil fossem mais divulgados nos centros espíritas e se insistisse em difundir que o bem à infância se transforma em bênção para o adulto.

9. Como vê o papel da evangelização infanto-juvenil na expansão do movimento espírita?

DIVALDO: Muito importante. Graças ao trabalho preparatório, há anos aplicado à criança e ao jovem nos núcleos de evangelização espírita, encontramos hoje uma floração abençoada de trabalhadores devotados. Esse ministério da preparação do homem de amanhã facultará ao Brasil tornar-se realmente "O coração do mundo e a Pátria do Evangelho" conforme a feliz ideação do Espírito Humberto de Campos, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, traduzindo o programa do Mundo Maior para a nação brasileira.

10. Pode o Brasil oferecer colaboração a outros países na área da evangeliza-ção infanto-juvenil?

DIVALDO: Sim, conforme já vem ocorrendo, desde quando foram adotadas providências para a participação da América Latina no cometimento dessa evangelização, publicando-se o material didático em castelhano e distribuindo-o gratuitamente por diversos países. Isso ocorreu recentemente, em Cartagena, na Colômbia., por ocasião do Congresso Espírita Pan-Americano.

Terminado aquele conclave, a FEB ministrou um curso de preparação de evangelizadores com resultados muito felizes, como me foi possível constatar há pouco naquela cidade.

Oração de Francisco de Assis


Senhor! 
Fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa - que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia - que eu leve a união,
Onde houver dúvidas - que eu leve a fé,
Onde houver erro - que eu leve a verdade,
Onde houver desespero - que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza - que eu leve a alegria,
Onde houver trevas - que eu leve a luz!


Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais,
Consolar, que ser consolado,
Compreender, que ser compreendido,
amar, que ser amado... 
Pois:
É dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a Vida Eterna.



Nos Momentos Graves

Texto extraído do livro "Agenda Cristã ", Chico Xavier (André Luiz)

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.

Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Designios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.

Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.

Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.

Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.

Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.

A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.

Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.

Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.

Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições.

Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.

Brilhe Vossa Luz

Texto extraído do livro "Vinha de Luz", Chico Xavier (Emmanuel)

Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se com prazem. Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa
vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! - repetimos nós.
EMMANUEL
Pedro Leopoldo, 25 de novembro de 1951.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Bênção do Trabalho



É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus.


SENDA DE PERFEIÇÃO


Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.

* * *
Meimei

(Mensagem do livro "Pai Nosso", recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Edição FEB.)

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.


* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paz e Renovação.

Ditado pelo Espírito André Luiz.

domingo, 3 de junho de 2012

DOIS MILHÕES DE "ESPÍRITOS FRANCESES" REENCARNAM NO BRASIL

Divaldo, Deus te abençoe. É tão difícil entender que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo. Por quê?

Porque não são Espíritos do Brasil. Vêm de outras pátrias, de outras raças. Não são almas brasileiras. Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torná-los-iam mais desventurados.
Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbon, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los. Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses? Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como conseqüência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia. Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança.
Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec. O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das Academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.
São Luis, o guia espiritual da França, cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil: “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”. E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse à mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec. (sem grifos).
Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação. E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou desonestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros. Não confiam no Brasil, porque são “de lá”. Mandam para lá porque, morrendo aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram. Os chamados “paraísos fiscais” são também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não termos o sentimento do amor, já temos alguma luz.
Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois chama-se os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa. 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros. Com exceção de Portugal. Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. Há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho segundo o Espiritismo e está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão. Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição. Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África...
Certa feita recebi um telefonema de uma cidade asiática. Tratava-se de uma consulesa do Brasil que me dizia o seguinte: “Eu estou no outro lado do mundo, sou espírita, tenho três filhos rapazes – um de 10, um de 14 e outro de 18 anos. Tenho-lhes ensinado o Espiritismo, mas o meu filho mais velho está na Universidade e me faz perguntas muito embaraçosas; aqui eu não tenho acesso a maiores instruções. Queria convidá-lo a vir aqui dar umas aulas de Espiritismo ao meu filho. Você viria?” Eu respondi-lhe: - Sim, senhora, com a condição de conseguir-se espaço para eu falar em auditório público sobre o Espiritismo: - O marido era o representante dos negócios do Brasil no país. – Se a senhora aceitar a condição, ficaria alguns dias para debater com os seus meninos. Como não falo inglês, seu filho será o meu intérprete.
E assim, fiz a longa viagem de 36 horas com escalas e lá, naturalmente, ela me disse: “Mas, Divaldo, onde vamos ter esse encontro?” Eu lhe respondi: “Tive uma entrevista com o Baghavan Swami Sai Baba, e sei que essa é uma cidade em que há um grande movimento Batista e, se a senhora conseguir um grupo Sai Baba eu me prontifico a fazer uma conferência ali”.
Encontramos o representante de Sai Baba para a Ásia e ele ficou muito feliz porque Swami havia-me recebido. Ele reuniu mil pessoas para que eu falasse sobre o Espiritismo. Fiquei até com pena dele! E pensei: “Vou arrastar toda a turma de Sai Baba para o Sr. Allan Kardec” (risos...)
Então, fiz a palestra, falei sobre Allan Kardec, sobre as comunicações, ele ficou tão sensibilizado, que me perguntou se eu teria coragem de ir a Cingapura para fazer a mesma coisa. Eu lhe respondi: - O senhor me mandando até o Cingainferno eu irei para falar sobre o Espiritismo. Fui a Cingapura e fiz uma viagem pela Ásia e, onde havia brasileiros, lá estavam eles...
A missão do Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo” não é a de sermos todos ricos, maravilhosamente ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados, sem nenhum demérito para os outros países, que são todos amados por Deus e por Jesus em igualdade de condição. Aqui entra o nacionalismo, para ver se a gente ama um pouquinho mais este país que está passando uma fase de grande desprestígio. Deus só tem ajudado no Tênis! Que Ele tenha compaixão de nós e nos ajude também no Futebol e noutra coisa qualquer! (risos...)
Nós somos as cartas vivas do Evangelho. Jesus escreveu em nossa alma a Sua mensagem. Onde quer que vá que brilhe a nossa luz; mas, para que ela brilhe, é necessário que a acendamos, e o combustível dessa luz é a fraternidade. Assim, todos saberão que estamos ligados a Ele, graças à presença dos bons Espíritos, que aqui estão conosco, e sempre se encontram a qualquer hora. Como disse Kardec, com muita propriedade, todos têm seu Guia espiritual que os inspira; dessa forma, todos são médiuns, estão sintonizados com esses.
Concluirei com uma pequena narrativa, sobre um homem que era muito ignorante, muito modesto, muito pobre. Todo dia ele entrava na igreja, próximo ao horário de fechar as portas; ajoelhava-se diante do altar-mor, ficava dois minutos e saía. O sacerdote, que cuidava da igreja, ficou muito intrigado, e achou que ele estava observando algo para furtar ou para roubar, passando a ficar mais vigilante. Mas, ele chegava, ajoelhava-se, dobrava-se, balbuciava algo e ia-se embora. Um dia, o sacerdote não suportou mais e perguntou: “O que é que você vem fazer aqui, um miserável como é? Por que não vem à missa? Só vem na hora em que a igreja vai ser fechada?” Ele respondeu: “É porque eu sou muito pobre.” O sacerdote continuou: - “E por que vai ao altar-mor. Como se atreve?” Ele respondeu: - “Pois é, quando a igreja vai fechar, eu entro correndo e digo: Jesus, eu estou aqui. Se precisar é só chamar! E vou embora”. O sacerdote achou aquilo intrigante.
Anos depois, aquele mendigo adoeceu e foi levado para uma casa de emergência, de caridade. Quando, um dia, a enfermeira foi colocar o seu alimento sobre uma cadeira, ao lado da cama, ele pediu: - “Oh, por favor, não bote aí!” A jovem perguntou: - “Por que não?” E o homem respondeu: - “Porque essa cadeira de vez em quando, fica ocupada.” Ele deveria estar delirando, a enfermeira pensou, e respeitou-o. Começou a notar que todo dia, um pouco antes das 18 horas, o rosto dele se iluminava! Ele sorria e dizia: - “Muito obrigado! Muito obrigado!” Ela achava que era delírio, mas, como ele era perfeitamente saudável da mente, num desses dias, quando terminou de agradecer, ela indagou: - “Não repare, mas o que você está agradecendo?” Ele esclareceu: - “É a uma visita que chega todo dia cinco para as seis.” Ela continuou: - “Que visita é essa?” - É Jesus. Ele sempre vem e diz-me: - “Olhe, estou aqui. Se precisar de mim é só chamar!...”

Se precisarmos de Jesus, é só chamarmos! (XIF-2001

Texto Extraído do livro: APRENDENDO COM DIVALDO. Entrevistas/ Divaldo Pereira Franco: São Gonçalo, RJ: Organizado pelaSEJA, Editora e Distribuidora de Livros Espíritas, 2002, p. 69-74.