sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ser Espírita


 SER ESPÍRITA

Filhos, ser espírita é oportunidade de vivenciar o Evangelho em espírito e verdade.
O seguidor da Doutrina é alguém que caminha sobre o mundo, mais consciente de seus erros que de seus acertos. Por este motivo  -  pela impossibilidade de conformar os interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz que professar a fé espírita não é tarefa fácil.
Toda mudança de hábito, principalmente daquele que lhe esteja mais arraigado, impõe à criatura encarnada sacrifícios inomináveis.
O rompimento com o "eu" é um parto laborioso, em que, não raro, sem experimentar inúmeras recaídas, o espírito não vem à luz...
O importante é que não vos deixeis desalentar. Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso de doze homens e não de doze anjos.
Talvez o problema maior para os companheiros de ideal que se permitem desanimar, ante as fragilidades morais que evidenciam, seja o fato de suporem ser o que ainda não o são.
Sem dúvida, os que vivem ignorando as próprias necessidades, aparentemente vivem em maior serenidade de quantos delas já tomaram consciência; não olvideis, contudo, que a aspiração do melhor é intrínseca à sua natureza - o homem sempre há de querer ser mais...
Na condição, pois, de esclarecidos seguidores da Doutrina Espírita, nunca espereis vos acomodar, desfrutando da paz ilusória dos que não se aprofundam no conhecimento da Verdade que liberta.
Onde estiverdes, estareis sempre inquietos pelo amanhã.
A aflição que Jesus bem-aventurou, é aquela que experimenta quem se põe a caminho e não descansa antes de concluir a jornada.
Filhos, apesar dos percalços externos e de vossos conflitos íntimos, aceitai no Espiritismo a vossa melhor chance de redenção espiritual, e isto desde o começo de vossas experiências reencarnatórias. Valorizai o ensejo bendito e não culpeis a Doutrina pelas vossas mazelas.

(do livro A coragem da fé – Bezerra de Menezes – Carlos A. Baccelli)

Você aprende - Mensagem Espírita


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Programação do CEAC Maria Madalena - Mês Fevereiro/12


PROGRAMA DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 2012 – MÊS FEVEREIRO
Sábados:12:00h às 13:30h. e 16:00 às 17:30h.
Segunda feira: 19:00h às 20:30h.

DIA/MÊS
LIVRO
ASSUNTO

04
VIDA FELIZ
LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIÇÃO 36
489/507 – ANJOS GUARDIÕES
06,11
VIDA FELIZ
LIVRO DOS MÉDIUNS
LIÇÃO 37
231/233 – DA INFLUÊNCIA DO MEIO
13,25
VIDA FELIZ
O ESPÍRITO DA VERDADE
LIÇÃO 38
53 -  CURA ESPIRITUAL
27
VIDA FELIZ
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIÇÃO 39
508/521 – ANJOS GUARDIÕES (CONT.)

PROGRAMA DE ESTUDOS PARA 2012
SESSÕES PÚBLICAS
Quarta feira: 14:00h às 15:30h.
Sábados:14:00 às 15:30h.
3º Domingo (estudo) – 15:00 às 16:00h.

DIA/MÊS
LIVRO
ASSUNTO

01,04
VIDA FELIZ
LIVRO DOS ESPÍRITOS
LIÇÃO 36
798/802 – INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO
08,11
VIDA FELIZ
VINHA DE LUZ
LIÇÃO 37
52 - AVAREZA
15
VIDA FELIZ
O EVANGELHO
LIÇÃO 38
E.S.E XXVII – 22 -MANEIRAS DE ORAR
18 a 24
RECESSO
RECESSO
25
VIDA FELIZ
O EVANGELHO
LIÇÃO 38
E.S.E XXVII – 22 -MANEIRAS DE ORAR
29
VIDA FELIZ
VINHA DE LUZ
LIÇÃO 39
LIÇÃO 53 – SEMENTEIRAS E CEIFAS

Como tudo começou


Tudo começou com Rosalina Dias, esposa de Manoel Dias que se encontrava enferma e desenganada pela medicina terrena, estavamos no mês de junho de 1924 e  Manoel Dias, aconselhado por amigos e vizinhos, procurou recursos extra-materiais na tentativa de sanar o mal que afligia sua esposa.
Um amigo do casal levou o Sr. Afonso Bezerra, que era médium, ao encontro de Rosalina em sua casa, foram feitas várias radiações mediúnicas e, aos poucos, a irmã foi se restabelecendo. Algum tempo depois, a irmã, já curada, deu incorporação a um espírito que, a  principio não deu o nome, mais deixou as iniciais e deu um prazo de um mês para que o nome fosse decifrado. Passado este prazo, sem que o nome fosse identificado, este espírito voltou pela mesma irmã dizendo que deviam fundar um centro para atender a todos que o procurasse e cujo nome seria: Centro Espírita Amor e Caridade Maria Magdalena, onde deveria ser cultivado sempre o estudo do evangelho e a educação mediúnica.
Daí em diante foram realizadas várias reuniões até que, em uma dessas, criou-se o centro. Mais tarde, organizaram uma diretoria provisória, tendo como presidente Manoel Dias e, como vice, Afonso Augusto Bezerra. Depois veio a criação do quadro social e mediúnico, com 27 sócios denominados “fundadores”.
Assim, no dia 24 de setembro de 1924, na vila Eugênia em Marechal Hermes, foi oficializada a fundação do centro. No dia 5 de outubro de 1924, foi oficialmente empossada a diretoria. Em 1925, foi criado o estatuto, que passou a reger as atividades do centro.
Mais, como em quase todas as diretorias, começaram a surgir divergências, pois alguns faltavam as reuniões, outros as reuniões de expediente. Até que, em assembléia realizada no dia 6 de abril de 1925, foi proposto pelo irmão Albino Gonçalves, a dissolução da diretoria, sendo aprovado.
 No dia 13 de abril de 1925, foi empossada uma nova diretoria, na primeira assembléia realizada após a posse da nova diretoria, o irmão Manoel Dias, presidente deposto, propôs a cobrança de aluguel, referente a sala de sua casa, onde eram realizadas as atividades do centro. Sendo assim, ficou acertado o valor de 30.00 (trinta mil reis) e a compra de mesas e cadeiras.
Com a continuidade dos trabalhos as atividades do centro foram aumentando e o número de sócios também, sendo assim, em assembléia  ficou acertado o aluguel de 80.000 ( oitenta mil reis) pela casa toda, isso antes de completar o primeiro ano de existência da casa.
As dificuldades administrativas e financeiras se sucediam, mas o centro nunca deixou de cumprir a sua finalidade.
O tempo passou e, em certa ocasião, chegou ao conhecimento do irmão Manoel Dias, um caso idêntico ao seu.  Tratava-se do irmão Antonio José Alves, que já não sabia o que fazer e a que atribuir a enfermidade da sua esposa, irmã Imperalina Ribeiro Alves.  O irmão Antonio, nada conhecia de espiritismo, que naquela época não era bem conhecido. Informados das atividades do centro, se tornaram frequentadores.assim, a medida que compareciam às sessões, a enfermidade da sua esposa foi desaparecendo, até o completo restabelecimento. Foram convidados para comparecer na reunião de diretoria, e foi-lhes oferecido cargos, o que foi aceito.
Em 1926, foi feita a mudança do centro para a rua Liberata Santos, 17, em Bento Ribeiro. O irmão Antonio alugou esse imóvel para sua residência e cedeu uma parte para as atividades do centro. Em setembro de 1927, o, então presidente,. Ary Cardoso, foi reeleito e convidou o irmão Antonio José Alves para a vice- presidência, e foi empossado.  Em eleições seguintes, o irmão Antonio José Alves foi eleito presidente. Nas eleições seguintes, foi sempre reeleito.
No final do ano 1931, o centro mudou-se para a rua Emília Ribeiro, 90, também em Bento Ribeiro. A frequência continuava a aumentar e o espaço tornava-se insuficiente. Assim, com muitas lutas, depois de alguns anos o presidente pensou em adquirir uma sede própria para o centro e de imediato começou a procurar. Com a colaboração de todos, conseguiu um terreno na rua Capitão Pires, em  Bento ribeiro. O problema agora era como construir sem recursos. Daí surgiu a idéia de recorrer às casas de materiais de construção. Foi conseguido crédito para compra de materiais e todos participaram da construção, auxiliados pelo vice-presidente Pedro José Maria, que tinha conhecimentos de construção. A obra do prédio que hoje se encontra a sede definitiva do centro foi concluída em 1936.
Em 1948, em reconhecimento ao trabalho e dedicação do irmão Antonio José Alves, o mesmo foi aclamado presidente de honra e não haveria mais eleições, enquanto este existisse, salvo, por renúncia.
Assim, nos anos seguintes, tendo sempre ao lado o irmão vice-presidente Pedro José Maria, esteve sempre à frente dos trabalhos do centro.
Em 19 de outubro de 1968, o irmão Pedro José Maria fez a passagem para o mundo espiritual e, mais tarde, em 18  de agosto de 1971, foi a vez do irmão Antonio José Alves.
No dia 24 de setembro de 2011, nossa casa completou 87 anos de existência. Anos de trabalho de doutrina e caridade exercido com amor e dedicação pelos encarnados e desencarnados que aqui passaram, pelos que hoje aqui estão, sempre dirigidos e orientados por nossa mentora espiritual, Maria Madalena.


CEAC Maria Madalena
Rua Capitão Pires, 24 - Bento Ribeiro

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fé e Caridade


FÉ E CARIDADE
Fé sem caridade é lâmpada sem reservatórios de força.
Caridade sem fé representa a usina sem lâmpada.
Quem confia em Deus e não ajuda aos semelhantes, recolhe-se na contemplação improdutiva, à maneira de peça valiosa, mumificada em museu brilhante.
Quem pretende ajudar ao próximo, sem confiança em Deus, condena-se à secura, perdendo contato com o suprimento da energia divina.
A fé constitui nosso patrimônio íntimo de bênçãos.
A caridade é o canal que as espalha, enriquecendo-nos o caminho.
Uma nos confere visão; a outra, nos intensifica o crescimento espiritual para a Eternidade.
Sem a primeira, caminharíamos nas sombras.
Sem a segunda, permaneceríamos relegados ao poço escuro do nosso egoísmo destruidor.
Jesus foi o protótipo da fé, quando afirmou: – “Eu e meu Pai somos um”. E o nosso Divino Mestre foi ainda o paradigma da caridade quando nos ensinou: – “Amai-vos uns aos outros como vos amei”.
Desse modo, se somos efetivamente os aprendizes do Evangelho Redivivo, unamos o ideal superior e a ação edificante, em nossos sentimentos e atos de cada dia, e busquemos numa só luz renovadora a fé e a caridade, em nossos corações, desde hoje.
(De Escrínio de Luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)