quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como tudo começou


Tudo começou com Rosalina Dias, esposa de Manoel Dias que se encontrava enferma e desenganada pela medicina terrena, estavamos no mês de junho de 1924 e  Manoel Dias, aconselhado por amigos e vizinhos, procurou recursos extra-materiais na tentativa de sanar o mal que afligia sua esposa.
Um amigo do casal levou o Sr. Afonso Bezerra, que era médium, ao encontro de Rosalina em sua casa, foram feitas várias radiações mediúnicas e, aos poucos, a irmã foi se restabelecendo. Algum tempo depois, a irmã, já curada, deu incorporação a um espírito que, a  principio não deu o nome, mais deixou as iniciais e deu um prazo de um mês para que o nome fosse decifrado. Passado este prazo, sem que o nome fosse identificado, este espírito voltou pela mesma irmã dizendo que deviam fundar um centro para atender a todos que o procurasse e cujo nome seria: Centro Espírita Amor e Caridade Maria Magdalena, onde deveria ser cultivado sempre o estudo do evangelho e a educação mediúnica.
Daí em diante foram realizadas várias reuniões até que, em uma dessas, criou-se o centro. Mais tarde, organizaram uma diretoria provisória, tendo como presidente Manoel Dias e, como vice, Afonso Augusto Bezerra. Depois veio a criação do quadro social e mediúnico, com 27 sócios denominados “fundadores”.
Assim, no dia 24 de setembro de 1924, na vila Eugênia em Marechal Hermes, foi oficializada a fundação do centro. No dia 5 de outubro de 1924, foi oficialmente empossada a diretoria. Em 1925, foi criado o estatuto, que passou a reger as atividades do centro.
Mais, como em quase todas as diretorias, começaram a surgir divergências, pois alguns faltavam as reuniões, outros as reuniões de expediente. Até que, em assembléia realizada no dia 6 de abril de 1925, foi proposto pelo irmão Albino Gonçalves, a dissolução da diretoria, sendo aprovado.
 No dia 13 de abril de 1925, foi empossada uma nova diretoria, na primeira assembléia realizada após a posse da nova diretoria, o irmão Manoel Dias, presidente deposto, propôs a cobrança de aluguel, referente a sala de sua casa, onde eram realizadas as atividades do centro. Sendo assim, ficou acertado o valor de 30.00 (trinta mil reis) e a compra de mesas e cadeiras.
Com a continuidade dos trabalhos as atividades do centro foram aumentando e o número de sócios também, sendo assim, em assembléia  ficou acertado o aluguel de 80.000 ( oitenta mil reis) pela casa toda, isso antes de completar o primeiro ano de existência da casa.
As dificuldades administrativas e financeiras se sucediam, mas o centro nunca deixou de cumprir a sua finalidade.
O tempo passou e, em certa ocasião, chegou ao conhecimento do irmão Manoel Dias, um caso idêntico ao seu.  Tratava-se do irmão Antonio José Alves, que já não sabia o que fazer e a que atribuir a enfermidade da sua esposa, irmã Imperalina Ribeiro Alves.  O irmão Antonio, nada conhecia de espiritismo, que naquela época não era bem conhecido. Informados das atividades do centro, se tornaram frequentadores.assim, a medida que compareciam às sessões, a enfermidade da sua esposa foi desaparecendo, até o completo restabelecimento. Foram convidados para comparecer na reunião de diretoria, e foi-lhes oferecido cargos, o que foi aceito.
Em 1926, foi feita a mudança do centro para a rua Liberata Santos, 17, em Bento Ribeiro. O irmão Antonio alugou esse imóvel para sua residência e cedeu uma parte para as atividades do centro. Em setembro de 1927, o, então presidente,. Ary Cardoso, foi reeleito e convidou o irmão Antonio José Alves para a vice- presidência, e foi empossado.  Em eleições seguintes, o irmão Antonio José Alves foi eleito presidente. Nas eleições seguintes, foi sempre reeleito.
No final do ano 1931, o centro mudou-se para a rua Emília Ribeiro, 90, também em Bento Ribeiro. A frequência continuava a aumentar e o espaço tornava-se insuficiente. Assim, com muitas lutas, depois de alguns anos o presidente pensou em adquirir uma sede própria para o centro e de imediato começou a procurar. Com a colaboração de todos, conseguiu um terreno na rua Capitão Pires, em  Bento ribeiro. O problema agora era como construir sem recursos. Daí surgiu a idéia de recorrer às casas de materiais de construção. Foi conseguido crédito para compra de materiais e todos participaram da construção, auxiliados pelo vice-presidente Pedro José Maria, que tinha conhecimentos de construção. A obra do prédio que hoje se encontra a sede definitiva do centro foi concluída em 1936.
Em 1948, em reconhecimento ao trabalho e dedicação do irmão Antonio José Alves, o mesmo foi aclamado presidente de honra e não haveria mais eleições, enquanto este existisse, salvo, por renúncia.
Assim, nos anos seguintes, tendo sempre ao lado o irmão vice-presidente Pedro José Maria, esteve sempre à frente dos trabalhos do centro.
Em 19 de outubro de 1968, o irmão Pedro José Maria fez a passagem para o mundo espiritual e, mais tarde, em 18  de agosto de 1971, foi a vez do irmão Antonio José Alves.
No dia 24 de setembro de 2011, nossa casa completou 87 anos de existência. Anos de trabalho de doutrina e caridade exercido com amor e dedicação pelos encarnados e desencarnados que aqui passaram, pelos que hoje aqui estão, sempre dirigidos e orientados por nossa mentora espiritual, Maria Madalena.


CEAC Maria Madalena
Rua Capitão Pires, 24 - Bento Ribeiro

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