SER ESPÍRITA
Filhos, ser espírita é oportunidade de
vivenciar o Evangelho em espírito e verdade.
O seguidor da Doutrina é alguém que caminha
sobre o mundo, mais consciente de seus erros que de seus acertos. Por este
motivo - pela impossibilidade de conformar os
interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz
que professar a fé espírita não é tarefa fácil.
Toda mudança de hábito, principalmente
daquele que lhe esteja mais arraigado, impõe à criatura encarnada sacrifícios
inomináveis.
O rompimento com o "eu" é um parto
laborioso, em que, não raro, sem experimentar inúmeras recaídas, o espírito não
vem à luz...
O importante é que não vos deixeis desalentar.
Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso
de doze homens e não de doze anjos.
Talvez o problema maior para os companheiros
de ideal que se permitem desanimar, ante as fragilidades morais que evidenciam,
seja o fato de suporem ser o que ainda não o são.
Sem dúvida, os que vivem ignorando as
próprias necessidades, aparentemente vivem em maior serenidade de quantos delas
já tomaram consciência; não olvideis, contudo, que a aspiração do melhor é
intrínseca à sua natureza - o homem sempre há de querer ser mais...
Na condição, pois, de esclarecidos
seguidores da Doutrina Espírita, nunca espereis vos acomodar, desfrutando da
paz ilusória dos que não se aprofundam no conhecimento da Verdade que liberta.
Onde estiverdes, estareis sempre inquietos
pelo amanhã.
A aflição que Jesus bem-aventurou, é aquela
que experimenta quem se põe a caminho e não descansa antes de concluir a
jornada.
Filhos, apesar dos percalços externos e de
vossos conflitos íntimos, aceitai no Espiritismo a vossa melhor chance de
redenção espiritual, e isto desde o começo de vossas experiências
reencarnatórias. Valorizai o ensejo bendito e não culpeis a Doutrina pelas
vossas mazelas.
(do livro A coragem da fé – Bezerra de
Menezes – Carlos A. Baccelli)
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