domingo, 26 de fevereiro de 2012

A CACHORRA DE CHICO XAVIER



Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. 

Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia: - Ah Boneca, estou com muitas pulgas! 

Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. 

Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas. 

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. 

A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta. 

A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. 

Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
- Ah Boneca, estou cheio de pulgas! disse Chico.

A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: "Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!" 

Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu:
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. 

É, Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. 

Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. 

Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.

A Prece Segundo o Evangelho



INSTRUÇÕES DE ALLAN KARDEC
AOS ESPÍRITAS DO BRASIL

I - EXORTAÇÃO AO ESTUDO, A CARIDADE
E A UNIFICAÇÃO

          Paz e amor convosco.
          Que possamos ainda uma vez, unidos pelos laços da fraternidade, estudar essa doutrina de paz e de amor, de justiça e de esperanças, graças à qual encontraremos a estreita porta da salvação futura  o gozo indefinido e imorredouro para as nossas almas humildes.
          Antes de ferir os pontos que fazem o objetivo da minha manifestação, devo pedir a todos vós que me ouvis  a todos vós espíritas a quem falo neste momento  que me perdoeis se porventura, na exteriorização dos meus pensamentos, encontrardes alguma coisa que vos magoe, algum espinho que vos vá ferir a sensibilidade do coração.
          O cumprimento do dever nos impõe usemos de linguagem franca, rude mesmo. Por isso que cada um de nós terá uma responsabilidade individual e coletiva e, para salvá-la, lançamos mão de todos os meios que se nos oferecem, sem contarmos, muitas vezes, com a pobreza da nossa inteligência, que não nos permite dizer aquilo que sentimos sem magoar, não raro, corações amigos, para os quais só desejamos a paz, o amor e as doçuras da caridade.
          Certo de que ouvireis a minha suplica; certo de que, falando aos espíritas, falo a uma agremiação de homens cheios de benevolência, encetei o meu pequeno trabalho, cujo único fim é desobrigar-me de graves compromissos que tomei para com o nosso Criador e Pai!
          Sempre compassivo e bom, volvendo os piedosos olhos à Humanidade escrava dos erros e das paixões do mundo, Deus torna uma verdade as palavras do Cristo, e manda o Consolador – O Espírito de Verdade - que abertamente fale da revelação messiânica a essa mesma Humanidade esquecida dAquele que foi levado pelas ruas da amargura, sob o peso das iniqüidades e das ingratidões dos homens!
          Corridos os séculos, desenvolvido intelectualmente o espírito humano, Deus, na sua sabedoria, achou que era chegado o momento de convidar os homens à meditação do Evangelho – precioso livro de verdades divinas  até então ensombrado pela letra, devido a deficiência da percepção humana para compreendê-lo em espírito.
          Por toda a parte se fez luz; revelou-se à Humanidade o Consolador prometido, recebendo os povos de acordo com o seu preparo moral e intelectual  missões importantes, tendentes a acelerar a marcha triunfante da Boa-Nova!
          Todos foram chamados: a nenhum recesso da Terra deixou de apresentar-se o Consolador em nome desse Deus de misericórdia, que não quer a morte do pecador  nem o extermínio dos ingratos  e sim os deseja ver remidos dos desvarios da carne, da obcecação dos instintos.
          Sendo assim, a esse pedaço de terra, a que chamais Brasil, foi dada também a Revelação da Revelação, firmando os vossos Espíritos, antes de encarnarem, compromissos de que ainda não vos desobrigastes. E perdoai que o diga: tendes mesmo retardado o cumprimento deles e de graves deveres, levados por sentimentos que não convém agora perscrutar.
          Ismael, o vosso Guia, tomando a responsabilidade de vos conduzir ao grande templo do amor e da fraternidade humana, levantou a sua bandeira, tendo inscrito nela  Deus, Cristo e Caridade. Forte pela dedicação, animado pela misericórdia de Deus, que nunca falta aos trabalhadores, sua voz santa e evangélica ecoou em todos os corações, procurando atraí-los para um único  agrupamento onde, unidos, teriam a força dos leões e a mansidão dos pombos; onde, unidos, pudessem afrontar todo o peso das iniqüidades humanas; onde, enlaçados num único sentimento  o do amor  pudessem adorar o Pai em Espírito e Verdade; onde se levantasse a grande muralha da fé, contra a qual viessem quebrar-se todas as armas dos inimigos da Luz; onde, finalmente, se pudesse formar um grande dique à onda tempestuosa das paixões, dos crimes e dos vícios que avassalam a Humanidade inteira!
          Constituiu-se esse agrupamento; a voz de Ismael foi sentida nos corações. Mas, à semelhança das sementes lançadas no pedregulho, elas não encontram terra boa para as suas raízes, e quando aquele anjo bom aquele Enviado de Deus julgava ter em seu seio amigos e irmãos capazes de ajudá-lo na sua grande tarefa, santa e boa, as sementes foram mirrando ao fogo das paixões, foram-se encravando na rocha, apesar de o orvalho da misericórdia divina as banhar constantemente para sua vivificação.
          Ali, onde a humildade deveria ter erguido tenda, o orgulho levantou o seu reduto; ali, onde o amor devia alçar-se, sublime e esplêndido, até junto do Cristo, a indiferença cavou sulcos, à justiça se chamou injustiça, à fraternidade - dissensão!
          Mas, pela ingratidão de uns, haveria de sacrificar-se a gratidão e a boa-vontade de outros?
          Pelo orgulho dos que já se arvoraram em mestres na sua ignorância, havia de sacrificar-se a humildade do discípulo perfeitamente compenetrado dos seus deveres? Não!
          Assim, quando os inimigos da Luz – quando o espírito das trevas julgava esfacelada a bandeira de Ismael, símbolo da trindade divina; quando a voz iníqua já reboava no Espaço, glorificando o reino das trevas e amaldiçoando o nome do Mártir do Calvário, ele recolheu o seu estandarte e fez que se levantasse pequena tenda de combate com o nome - Fraternidade!
          Era este, com certeza, o ponto para o qual deviam convergir todas as forças dispersas – todos os que não recebiam a semente do pedregulho.
          Certos de que acaso é palavra sem sentido, e testemunhas dos fatos que determinaram o levantamento dessa tenda, todos os espíritas tinham o dever sagrado de vir aqui se agruparem – ouvir a palavra sagrada do bom Guia Ismael – único que dirige a propaganda da Doutrina nesta parte do planeta e único que tem a responsabilidade da sua marcha e desenvolvimento.
          Mas, infelizmente, meus amigos, não pudestes compreender ainda a  grande significação da palavra  Fraternidade!
          Não é um termo, é um fato; não é uma palavra vazia, é um sentimento, sem o qual vos achareis sempre fracos para essa luta que vós mesmos não podeis medir, tal a sua extraordinária grandeza!
          Ismael tem o seu Templo, e sobre ele a sua bandeira  Deus, Cristo e Caridade! Ismael tem a sua pequenina tenda, onde procura reunir todos os seus irmãos  todos aqueles que ouviram a sua palavra e a aceitaram por verdadeira: chama-se Fraternidade!
          Pergunto-vos: Pertenceis à Fraternidade? Trabalhai para o levantamento desse Templo cujo lema é:Deus, Cristo e Caridade?
          Como, e de que modo?
          Meus amigos! É possível que eu seja injusto para convosco naquilo que vou  dizer: o vosso trabalho, feito todo de acordo  não com a Doutrina mas com o que interessa exclusivamente aos vossos sentimentos, não pode dar bom fruto. Esse trabalho, sem regime, sem disciplina, só pode, de acordo com a doutrina que esposastes, trazer espinhos que dilacerem vossas almas, dores pungentes aos vossos Espíritos, por isso que, desvirtuando os princípios em que ela assenta, dais entrada constante e funesta àquele que, encontrando-vos desunidos pelo egoísmo, pelo orgulho, pela vaidade, facilmente vos acabrunhará com todo o peso da sua iniqüidade.
          Entretanto, dar-se-ia o mesmo se estivésseis unidos? Porventura acreditais na eficiência de um grande exército dirigido por diversos generais, cada qual com o seu sistema, com o seu método de operar e com pontos de mira divergentes? Jamais! Nessas condições só encontrareis a derrota, porquanto  vede bem , o que não podeis fazer com o Evangelho: unir-vos pelo amor do bem, fazem os vossos inimigos, unindo-se pelo amor do mal!
          Eles não obedecem a diversas orientações, nem colimam objetivos diversos; tudo converge para a Doutrina Espírita Revelação da Revelação – que não lhes convém e que precisam destruir, para o que empregam toda a sua inteligência, todo o seu amor do mal, submetendo-se a uma única direção!
          A luta cresce dia a dia, pois que a vontade de Deus, iniciando as suas criaturas nos mistérios da vida de além-túmulo, cada vez mais se torna patente. Encontrando-se, porém, os vossos Espíritos em face da Doutrina, no estado precário que acabo de assinalar, pergunto: Com que elemento contam eles, os vossos Espíritos, na temerosa ação em que se vão empenhar, cheios de responsabilidade?
          Em que canto da Terra já se ergue o grande tabernáculo onde ireis elevar os vossos pensamentos; em que canto da Terra construístes a grande muralha contra a qual se hão de quebrar as armas dos vossos adversários?
          Será possível que, à semelhança das cinco virgens pouco zelosas, todo o cuidado da vossa paz tenhais perdido? Que conteis com as outras, que não  dormem e que ansiosamente aguardam a vinda do seu Senhor?
          Mas, se e assim, em que consiste o aproveitamento das lições que constantemente vos são dadas a fim de tornar uma verdade a vossa vigilância e uma santidade a vossa oração?
          Se assim é, onde os frutos desse labor fecundo de todos os dias, dos vossos amigos de além-túmulo?
          Acaso apodreceram roídos pela traça – tocados pelo bolor os vossos arquivos repletos de comunicações?
          Onde, torno a perguntar, a segurança da vossa fé, a estabilidade da vossa crença, se, tendo uma única doutrina para apoio forte e inabalável, a  subdividis, a multiplicais ao capricho das vossas individualidades, sem contar com a coletividade que vos poderia dar a força, se constituísseis um elemento homogêneo, perfeitamente preparado pelos que se encarregam da revelação?
          Mas, onde a vantagem das subdivisões? Onde o interesse real para a Doutrina e seu desenvolvimento, na dispersão que fazeis do vosso grande todo, dando já, desse modo, um péssimo exemplo aos profanos, por isso que pregais a fraternidade e vos dividis cheios de dissensões?
          Onde as vantagens de tal proceder? Estarão na diversidade dos nomes que dais aos grupos? Por que isso? Será porque este ou aquele haja recebido maior doação do patrim6nio divino? Será porque convenha a propaganda que fazeis?
          Mas, para a propaganda, precisamos dos elementos constitutivos dela. Pergunto: onde a escola dos médiuns? Existe?
          Porventura os homens que tem a boa-vontade de estudar convosco os mistérios do Criador, preparando seus Espíritos para o ressurgir da outra vida, encontram em vós os instrumentos disciplinados os médiuns perfeitamente compenetrados do importante papel que representam na família humana e cheios dessa seriedade, que dá uma idéia da grandeza da nossa Doutrina?
          Ou a vossa propaganda se limita tão-somente a falar do Espiritismo? Ou os vossos deveres e as vossas responsabilidades individuais e coletivas se limitam a dar a nota do ridículo àqueles que vos observam julgando-vos doidos e visionários?
          Meus amigos! Sei quanto é doloroso tudo isto que vos digo, pois que cada um dos meus pensamentos é uma dor que atinge profundamente o meu Espírito. Sei que as vossas consciências sentem perfeitamente todo o peso das verdades que vos exponho. Mas, eu vos disse ao começar: temos responsabilidades e compromissos tomados, dos quais procuramos desobrigar-nos por todos os meios ao nosso alcance!
          Se completa não esta a minha missão na Terra; se mereço ainda do Senhor a graça de vir esclarecer a doutrina que ai me foi revelada, dando-vos novos conhecimentos compatíveis com o desenvolvimento das vossas inteligências; se vejo que cada dia que passa da vossa existência – iluminada pela sublime luz da revelação, sem produzirdes um trabalho à altura da graça que vos foi concedida  é um motivo de escândalo para as vossas próprias consciências; devo usar desta linguagem rude de amigo, a fim de que possais,  compenetrados verdadeiramente dos vossos deveres de cristãos e de espíritas, unir-vos num grande agrupamento fraterno, onde avigorados pelo apoio mútuo e pela proteção dos bons possais enfrentar o trabalho extraordinário que vos cumpre realizar para emancipação dos vossos Espíritos, trabalho que inegavelmente ocasionará grande revolução na Humanidade, não só quanto à parte da Ciência e da Religião, mas também na dos costumes!
          Uma vez por todas vos digo, meus amigos: Os vossos trabalhos, os vossos labores não podem ficar no estreito limite da boa-vontade e da propaganda, sem os meios elementares indicados pela mais simples razão.
          Não vem absolutamente ao caso o reportar-vos às palavras de Jesus - Cristo quando disse que – a luz não se fez para ser colocada debaixo do alqueire. Não vem ao caso e não tem aplicação, porque não possuis luz própria!
          Fazei a luz pelo vosso esforço; iluminai todo o vosso ser com a doce claridade das virtudes; disciplinai-vos pelos bons costumes no Templo de Ismael, templo onde se adora a Deus, se venera o Cristo e se cultiva a Caridade. Então, sim; distribuí a luz, ela vos pertence!
          E vos pertence, porque é um produto sagrado do vosso próprio esforço, uma brilhante conquista do vosso Espírito empenhado nas lutas sublimes da Verdade.
          Fora desses termos, podeis produzir trabalhos que causem embriaguez a  vista, mas nunca que falem sinceramente ao coração. Podeis produzir emoções fortes, por isso que muitos são os que gostosamente se entregam ao culto do maravilhoso; nunca, porém, deixarão as impressões suaves da Verdade vibrando as cordas do amor divino no grande coração humano.
          Fora dessa convenção ortodoxa, é possível que as plantas cresçam nos vossos grupos, mas é bem possível que também seus frutos sejam bastante amargos, bastante venenosos, determinando, ao contrario do que devia acontecer, a morte moral do vosso Espírito a destruição, pela base, do vosso Templo de trabalho!
          Se o Evangelho não se tornar realmente em vossos espíritos um broquel, quem vos poderá socorrer, uma vez que a Revelação tende a absorver todas as consciências, emancipando o vosso século? Se o Evangelho nas vossas mãos apenas tem a serventia dos livros profanos, que deleitam a alma e encantam o pensamento, quem vos poderá socorrer no momento dessa revolução planetária que já se faz sentir, que dará o domínio da Terra aos bons, preparados para o seu desenvolvimento, que ocasionara a transmigração dos obcecados e endurecidos para o mundo que lhes for próprio?
          Que será de vós quem vos poderá socorrer se, a lâmpada do vosso Espírito, faltar o elemento de luz com que possais ver a chegada inesperada do Cristo, testemunhando o valor dos bons e a fraqueza moral dos maus e dos ingratos?
          Se fostes chamados às bodas do filho do vosso Rei, por que não tomam  os vossos Espíritos as roupagens dignas do banquete, trocando conosco o brinde do amor e da caridade pelo consórcio do Cristo com o seu povo?
          Se tudo esta preparado, se só faltam os convivas, por que cedeis o vosso lugar aos coxos e estropiados que, últimos, virão a ser os primeiros na mesa farta da caridade divina?
          Esses pontos do Evangelho de Jesus - Cristo, apesar da Revelação, ainda não provocaram a vossa meditação?
          Esse eco que reboa por toda a atmosfera do vosso planeta, dizendo  Os tempos são chegados!  será um gracejo dos enviados de Deus, com o fim de apavorar os vossos espíritos?
          Será possível nos preparemos para os tempos que chegam, vivendo cheios de dissensões e de lutas, como se não constituíssemos uma única família, tendo para regência dos nossos atos e dos nossos sentimentos uma única doutrina?
          Será possível nos preparemos para os tempos que chegam, dando a todo  momento e a todos os instantes a nota do escândalo, apresentando-nos aos homens sob o aspecto de homens cheios de ambições, que não trepidam em lançar mão até das coisas divinas para o gozo da carne e satisfação das paixões do mundo?
          Mas seria simplesmente uma obcecação do Espírito pretender desobrigar-se dos seus compromissos e penetrar, no reino de Deus, coberto dessas paixões e dessas misérias humanas!
          Isso equivaleria não acreditardes naquilo mesmo em que dizeis crer; seria zombar do vosso Criador que, não exigindo de vós sacrifício, vos pede, entretanto, não transformeis a sua casa de oração em covil de ladrões!
          Meus amigos! Sem caridade não ha salvação sem fraternidade não pode haver união.
          Uni-vos, pois, pela fraternidade, debaixo das vistas do bom Ismael, vosso Guia e Protetor. Salvai-vos pela Caridade, distribuindo o bem por toda a parte, indistintamente, sem pensamento oculto, àqueles que vos pedem lhes deis da vossa crença ao menos um testemunho moral, que os possa obrigar a respeitar em vós o individuo bem-intencionado e verdadeiramente cristão.
          Sobre a propaganda que procurais fazer, exclusivamente para chamar ao vosso seio maior número de adeptos, direi se os meios mais fáceis que tendes encontrado são a cura dos vossos irmãos obsessos, são as visitas domiciliárias e a expansão dos fluidos aí tendes um modesto trabalho para vossa meditação e estudo.
          E, lendo, compreendendo, chamai-me todas as vezes que for do vosso agrado ouvir a minha palavra e eu virei esclarecer os pontos que achardes duvidosos virei, em novos termos, se preciso for, mostrar-vos que esse lado  que vos parece fácil para a propaganda da Doutrina é o maior escolho lançado no vosso caminho é a pedra colocada às rodas do vosso carro triunfante será, finalmente, o motivo da vossa queda desastrosa, se não souberdes guiar-vos com o critério exigível de quantos se empenham numa tão grande causa.
          Permita Deus que os espíritas a quem falo, que os homens a quem foi dada a graça de conhecer em espírito e verdade a Doutrina do Cristo, tenham a boa-vontade de me compreender a boa-vontade de ver nas minhas palavras unicamente o interesse do amor que lhes consagro.

Allan Kardec

Autor: FEB
Fonte: A Prece

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um pouco de música


Dolores Duran, nome artístico de Adiléia Silva da Rocha (Rio de Janeiro, 7 de junho de1930 — Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1959) foi uma cantora e compositora brasileira. 
Dolores Duran foi um grande expoente, como cantora e compositora, do gênero samba-canção, 


Cantiga de Paz

Se quiseres sentir
A paz dentro de ti
Escuta meu irmão:
Faze silêncio e espera
Que volte a primavera
Na força da oração. 

Transforma teu soluço
Em risos de esperança
No amanhã que vem
Depois da tempestade
Surge sempre a bonança
Agora ou mais além. 

Em sua longa estrada
Só tu tens o poder
De tranformar espinhos
Em flores perfumadas
Que o sol da confiança
Enfeita os teus caminhos. 

Olhando em seu redor
Verás que almas tristes
Te pedirão amor
Sua tristeza esquece
Sorri, ampara e aquece
Seja o irmão quem for. 

Sofrendo chuva ou vendo
O trigo doura o campos
Sem falar de sua dor
E quando a nuvem passa
A terra generosa
Desabotoa em flor. 

Imita a Natureza
Que se desfaz em luz
Até o entardecer
E quando a noite chega
O céu acende estrelas
Até o amanhecer. 



       BRUNILDE M. DO ESPÍRITO SANTO pelo espírito de DOLORES DURAN.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Dom de Curar



       Antigamente, no mundo ocidental, a saúde era considerada como resultado do bom funcionamento do conjunto de órgãos do nosso corpo. Esta ainda é a concepção predominante, e os métodos mais usados pela medicina tradicional - o bombardeio químico ou a intervenção cirúrgica - revelam que ela encara o corpo humano como uma simples máquina.
       Muito mais antigamente, no entanto, no Oriente, já se compreendia a saúde como resultado de um equilíbrio entre o corpo e o Espírito, ambos importantes e inter-relacionados de maneira tão estreita, que se podia agir com o corpo e atuar na mente ou, usando a mente, comandar o corpo.
       Cada vez mais, a experiência demonstra que esta última é a hipótese válida. Os médicos vão compreendendo que é impossível curar verdadeiramente uma doença agindo sobre sua manifestação externa, visível, física, pois suas raízes são muito mais profundas: encontram-se a nível mental, emocional, espiritual (ou como diríamos nós, espíritas, a nível perispiritual e espiritual).
       A cura, como se pode ver, não é então um simples ato mecânico. Não basta resolver os sintomas observáveis de um mal para que ele desapareça, se sua causa está num desequilíbrio muito mais profundo, entre o Ser e as leis naturais. A cura, como se pode ver, depende também do doente querer, desejar e procurar reequilibrar-se psíquica e espiritualmente, razão pela qual Jesus dizia: Vai, e não peques mais.
       Sem colaboração do enfermo, o médico (ou curador, de maneira geral) nada pode fazer, a não ser, quem sabe, proporcionar um certo alívio.
       Esta maneira de entender o processo de cura também conduz a uma compreensão totalmente nova do papel do curador. Em geral, as pessoas se impressionam enormemente com aqueles que possuem, ou a mediunidade de cura, ou um poder magnético próprio capaz de eliminar enfermidades.
       Estas curas ainda são consideradas milagres, os que as obtém são considerados santos ou missionários, tudo é levado para o terreno do mágico e do maravilhoso.
       O que as pessoas se esquecem é de que milagres são simplesmente eventos cujas causas não entendemos, como um grupo de indígenas boquiabertos perante um Caramuru que ateia fogo na água.
       A enfermidade é um estímulo evolutivo, um modo de perceber que estamos agindo contra as leis naturais, e de nos reencontrarmos com elas. Todo mal contém uma lição, se estamos receptivos para assimilá-la. É um período de auto-educação, que podemos prolongar ou encurtar, dependendo da nossa atitude mental.
       O curador, na verdade, não cura, mas é um facilitador do processo de autocura, da mesma forma que o professor não educa, mas é um facilitador do processo de auto-educação.
       O seu poder não é ilimitado, pois depende da necessidade, merecimento e fé do paciente.
       O curador não realiza a cura, ele funciona como um agente catalisador de recursos curativos, os quais poderão ser bem ou mal aproveitados pelo enfermo, de acordo com sua condição emocional, mental, espiritual.
       O dom de curar, então, não existe? Bem... como capacidade de aliviar os sofrimentos, ele existe, sim, dentro de cada um que tem amor e compaixão pelo seu semelhante. A eficácia do passe demonstra isto na rotina dos centros espíritas.
       Como poder de liberação definitiva dos males físicos e espirituais, no entanto, ele está em cada ser humano, para ser exercitado em favor de si mesmo, na própria transformação interna para melhor.
RITA FOELKER

Cura Espiritual



Comece orando. 
A prece é luz na sombra em que a doença se instala. 
Semeie alegria. 
A esperança é alegria no coração. 
Fuja da impaciência. 
Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis. 
Guarde confiança. 
A dúvida deita raios de morte. 
Não critique. 
A censura é choque nos agentes da afinidade. 
Conserve brandura. 
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero. 
Não se escandalize. 
O corpo de quem sofre é objeto sagrado. 
Ajude espontaneamente para o bem. 
Simpatia é cooperação.  
Não cultive os desafetos. 
Aversão é calamidade vibratória. 
Interprete o doente qual se fosse você mesmo. 
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor. 


 André Luiz - do livro O Espírito da Verdade - Chico Xavier

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pai nosso


"Pai nosso..." - Jesus. (Mateus, 6:9.)



A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.

Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.

De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve construir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.

É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.

O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.

Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade.

Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.

Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista.

Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.

Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.

A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.

O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.

Quando entendemos semelhante realidade, o "império do eu" passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.

Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.

Pai nosso... - disse Jesus para começar.

Pai do Universo... Nosso Mundo...

Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do "eu quero", invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.



Emmanuel
(Fonte Viva)



Pai Nosso (Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier)

Nosso Pai, que estás em toda parte;Santificado seja o teu nome,
no louvor de todas as criaturas;
Venha a nós o teu reino
de amor e sabedoria;
Seja feita a tua vontade,
acima dos nossos desejos;
Tanto na terra, quanto
nos círculos espirituais;
O pão nosso do corpo da mente
dá-nos hoje;
Perdoa as nossas dívidas,
ensinando-nos a perdoar nossos
devedores com esquecimento de todo mal;
Não permitas que venhamos a cair
sob os golpes da tentação de nossa
própria inferioridade;
Livrai-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;
Porque só em ti brilha
a luz eterna do reino e do poder,
da glória e da paz, da justiça e do amor
para sempre!
Assim Seja


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OS DESENCARNADOS DA HISTÓRIA II - Onde eles estão?


André Luiz - Frases




André Luiz, em sua última encarnação foi um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro. Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado. Desejando manter o anonimato – possivelmente respeitando parentes ainda encarnados – quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier. 

Alguns espíritas, talvez mais levados pela curiosidade do que por fins práticos, já criaram algumas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas são apenas especulações sem maior solidez ou confirmação pelo próprio André Luiz. 

O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de pertubação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna “cidadão” de “Nosso Lar“, colônia espiritual que dá nome ao livro. 

Seguem-se outras obras que descrevem experiências e estudos do autor no plano espiritual, que ao longo da obra vão cada vez mais sendo direcionados a tarefa de esclarecimento dos encarnados sobre as realidades do plano espiritual, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

Frases

“Não perca tempo e serenidade, perante as prováveis decepções da estrada, porquanto aqueles que supõem decepcionar-nos estão decepcionando a si mesmos.”

“Quem ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.”

“Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.”

“Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.”

“Observe com otimismo as dificuldades que apareçam, interpretando-as por lições necessárias.”

“O Amor é uma força que transforma o destino.”

“Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxílio.”

“O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmeros. É o aperfeiçoamento espiritual.”

“Quem compensa mal com mal, atinge males maiores.”

“Orar constitui a fórmula básica da renovação íntima, pela qual Divino entendimento desce do Coração da Vida para a vida do coração.”

“Aquele que dispõe do que usufrui a favor dos semelhantes, caminha consolidando a própria paz.”

“Benfeitor – é o que ajuda e passa; Amigo – é o que ampara em silêncio; Companheiro – é o que colabora sem constranger; Renovador – é o que se renova para o bem;”

“Toda ampliação dos valores humanos cresce conforme a despersonalização a que te afeiçoes no culto da verdadeira fraternidade.”

“Você nem sempre terá o que deseja, mas enquanto estiver ajudando os outros, encontrará os recursos de que precisa.”

“Não há vida sem responsabilidade. Todo ser tem direitos e obrigações.”

“Felicidade é o fruto que se colhe da felicidade que se semeia.”

“Indulgência é a caridade vestida de silêncio.”

“Jesus ilumina o caminho, mas quem tem que percorrê-lo somos nós.”

“A harmonia cria raios de paz.”

“Deixe que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça a divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.”

“Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos os outros possam viver sem você.”

“Estimule as qualidades nobres dos companheiros.”

“O homem que apregoa o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras sejam carregadas pelo vento, como simples eco de um tambor vazio.”

“Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.”

“A vida é sempre o resultado de nossa escolha.”

“Conheça a você mesmo. Existem pessoas que percorrem o mundo inteiro à procura de si própria.”

“Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.”

“Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.”

“Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.”

“Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.”

“Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivo e desagradável somos ao ferir alguém.”

“É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.”

“Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro. Demonstre a sua. Nas tarefas do bem não aguarde colaboração. Colabore, por sua vez, antes de tudo. As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.”

“A incompreenção dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender. O desespero destrói. Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade.”

“Ajude, conversando. Uma boa palavra auxilia sempre. Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum.”

“Haja o que houver, distribua confiança e bom-ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.”

“Entendamos que, numa hora de crise, não são o choro e nem a emotividade as posições adequadas, e sim a calma e o raciocínio lógico, para que possamos deter a incursão da sombra. Para isso, entesouremos serenidade. Serenidade que nos sustente e nos ajude a sustentar os outros.”

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O DUPLO ETÉRICO (sintetizado)






 ONDE SE FORMA O ECTOPLASMA NO SER HUMANO? 


É difícil de afirmar com certeza, onde se forma o ectoplasma no ser humano.

A observação indica uma grande “movimentação fluídica” no abdome, na altura do umbigo. 

Considerando-se, a observação acima, alguns pesquisadores admitem que se forma ectoplasma no aparelho digestivo através do metabolismo dos alimentos no corpo humano. 

Outro lugar onde é comum se perceber que há uma quantidade grande de “movimentação fluídica” é no tórax. Para alguns estudiosos a produção de ectoplasma ocorre através da respiração (produzido no oxigênio). 

Como a “Ciência Acadêmica” admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos estudiosos concluem que o ectoplasma se forme por todo o corpo, a nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes.

O sangue pode carregar o ectoplasma até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo. 

Entretanto, para os espíritos o ectoplasma trata-se de substância delicadíssima, que se produz entre o perispírito e o corpo físico e que serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. 

Isto nos leva a deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são carreados através dos chacras gástrico e esplênico e transformam-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso como uma espécie de “metabolismo do ectoplasma”. 

Vamos relembrar, não é o ectoplasma humano que exala do médium que é usado diretamente nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, é necessário combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza), para que obtenhamos o ectoplasma elaborado.


FENÔMENOS EFEITOS FÍSICOS - DUPLO ETÉRICO 

O DUPLO ETÉRICO LIGA O ESPÍRITO AO CORPO FÍSICO

Todo ser possui um “espírito”, que é o princípio inteligente do ser. Ele não tem forma determinada. 

Todo espírito é envolto num “corpo espiritual”, também conhecido com o nome de perispírito ou ‘corpo astral’. O corpo de carne de uma pessoa é “cópia” desse perispírito. 

No entanto, para promover a ligação entre os corpos de carne e o espiritual é necessário admitir-se a existência de um outro corpo, que só os encarnados possuem, a esse corpo podemos chamar de duplo etérico.


 RELAÇÃO DUPLO ETÉRICO COM O ECTOPLASMA 


O espírito é imaterial, no entanto, não é possível fazer essa admissão para o corpo espiritual, se ele possui forma, é porque é feito de algum tipo de matéria.

No entanto, não deve ser feito de ectoplasma, pois neste caso, os espíritos desencarnados não necessitariam dos encarnados para o obterem.

Assim, o duplo etérico, que existe apenas nos encarnados deve estar relacionado com o ectoplasma.


 O DUPLO ETÉRICO SERIA FORMADO DE ECTOPLASMA? 


A hipótese mais provável é que o duplo etérico também seja constituído de uma espécie de matéria ectoplasmática. Deste modo, o ectoplasma acumulado pelas pessoas poderia ser aquele excretado pelo duplo etérico, isto é, aquele ectoplasma que não é necessário para sua constituição. 


 ONDE SITUA-SE O ECTOPLASMA? 

Segundo André Luiz, o ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo (duplo etérico), e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. 

Este tipo de raciocínio indica, novamente, a existência de outra matéria, “paralela” à que conhecemos e o ectoplasma seria constituído por esta matéria.

Esta matéria seria coexistente com a matéria conhecida, porém, de uma densidade muito menor. 


O DUPLO ETÉRICO SERIA O RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO ECTOPLASMA? 

Em geral, nos trabalhos de efeitos físicos, o duplo etérico, ao se afastar do médium à sua esquerda, à altura do baço, torna-se um ponto de apoio para os espíritos desencarnados operarem com mais eficiência no limiar entre os mundos físico e o espiritual. 

O duplo etérico é o responsável pela elaboração de ectoplasma e pela coordenação e transferência de fluidos nervosos do médium utilizados nos fenômenos de efeitos físicos.

É o mediador plástico e também o catalisador de energias mediúnicas, aglutinando-as de modo a servirem, ao mesmo tempo, entre o mundo físico e o plano oculto. 


 MATERIALIZAÇÕES PARCIAIS OU COMUNS 

Nos fenômenos de materialização completa o médium entra em transe cataléptico e o duplo etérico se separa do perispírito e nas materializações parciais não é necessário o médium entrar em transe cataléptico.

Existem materializações que se apropriam somente do ectoplasma do médium, sem o envolvimento com o seu duplo etérico. Neste caso se conseguem materializações comuns ou parciais, porque não existe ectoplasma suficiente para a materialização completa, apenas é materializado alguma parte do Espírito, como mão ou pé. 


 MATERIALIZAÇÕES COMPLETAS OU SUBLIMADAS 

Existem materializações de espíritos que se apropriam do ectoplasma do médium através do envolvimento direto com o duplo etérico do médium. 

Neste caso o médium sempre estará em estado cataléptico.

As materializações são sublimadas ou completas, porque aparece todo o Espírito. 

Para as materializações completas, onde aparecerá todo o espírito materializado é necessário grande quantidade de ectoplasma, neste caso é utilizado o próprio duplo etérico do médium para revestir o espírito que irá se materializar. 

A matéria ectoplasmática é metabolizada no interior duplo etérico do médium, passando em seguida ao aparelho digestivo do corpo físico do médium através dos chacras esplênico e gástrico. Depois sobe saindo pela sua boca nariz e ouvidos, então o duplo etérico do médium começa a atrair o ectoplasma que vai se aglutinando ao seu redor, igual a imã quando atrai limalha de ferro.

Este se aglutina em volta do duplo etérico do médium formando uma espécie de escafandro emborrachado. O espírito que irá se materializar penetra dentro do duplo etérico do médium ficam como que um dentro do outro, e o duplo etérico do médium se transfigura adquirindo a forma do Espírito materializado. 


ECTOPLASMA CONTAMINADO É DISSOLVIDO

Acontece, às vezes, que os próprios técnicos e protetores do médium resolvem dissolver no meio do ambiente a porção fluídica que poderia enfermá-lo na sua reabsorção orgânica. Reduz-se assim a cota de líquidos orgânicos volatilizados e que se tornam nocivos a qualquer reaproveitamento, fazendo com que o médium, ao despertar sinta intensa sede e ingira certa quantidade de água para compensar a que é desperdiçada e que se faz necessária ao equilíbrio do seu corpo físico. 


CUIDADOS PARA NÃO CONTAMINAR O ECTOPLASMA 

Os trabalhos de efeitos físicos exigem um cuidadoso tratamento por parte dos espíritos operadores, pois o ectoplasma do médium é elemento fácil de ser contaminado pelos miasmas e certas tóxicos que invadem o ambiente devido à imprudência ou descaso de alguns freqüentadores dos trabalhos mediúnicos. Essa matéria viva do próprio médium pode ser empregada para fins proveitosos quando, pela sua vontade, este admite a intromissão dos espíritos amigos e benfeitores; no entanto, caso se trate de criatura desregrada, os espíritos inferiores e malévolos podem assenhorear dessa energia acionável pela vontade desencarnada, causando perturbações nos trabalhos de efeitos físicos, ou mesmo fora do ambiente mediúnico. 


FONTES:

Espírito, Perispírito e Alma - Hernani Guimarães Andrade.

Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz. 


Em “Nos Domínios da Mediunidade”, cap. 11, Desdobramento em serviço, psicografado por Francisco Cândido Xavier, André Luis anota: Com o auxílio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou ´corpo astral´ estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o `duplo etérico`, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora. Para melhor ajustar-se ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias ao corpo inerte, garantindo assim o calor indispensável à colméia celular e desembaraçando-se, tanto quanto possível para entrar no serviço que o aguarda. Já está por demais claro, que temos outros corpos espirituais, cabe-nos agora a chegar num consenso quanto a classificação dos mesmos. 


Pesquisadores e autores espíritas classificam como “perispírito” todo o “conjunto multidimensional” de corpos energéticos, porém sub divididos em vários outros corpos. Lembremos que André Luis classificou o duplo etérico como um “conjunto” independente, que ficou-se sabendo ser o corpo etérico, e nos deixando crer que existe outras estruturas que formam esse mesmo conjunto (“os eflúvios vitais conhecidos, `em seu conjunto`, como sendo o duplo etérico”), localizada entre o corpo físico e o denominado “perispírito”, já que nesta oportunidade ele não nos deixou informados sobre a existência do corpo que se seguia ao molde etérico. 


Vejamos outro estudo.

Segundo Edvaldo Kulcheski a função primordial do DUPLO ETÉRICO é servir de ligação entre o PERISPÍRITO e o CORPO CARNAL, funcionando como um FILTRO das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas. Vejamos o estudo de Edvaldo Kulcheski abaixo na Edição especial da Revista Cristão de Espiritismo - Ano 2 - Nº 6 : 


Quando os elementos espiritual, perispiritual e físico se contactaram, observou-se a necessidade de haver um filtro que absorvesse e reciclasse as energias vitalizadoras que passariam a percorrer essas 3 entidades. Assim, criou-se o filtro conhecido como "duplo etérico", que é a sede dos centros de captação de energia, o elo mais tênue, que liga o corpo ao seu perispírito, ou o mais denso, que une o perispírito e o espírito ao seu corpo físico momentâneo. 

O duplo etérico, composto por energias bastante densas, quase materiais, mas ainda ocultas da visão humana, é o responsável pela repercussão vibratória direta do perispírito sobre o corpo carnal. Sua atividade principal é filtrar, captar e, por isso mesmo, canalizar para o corpo físico todas as energias que deverão alimentá-lo. Esta comunicação é realizada por meio dos chacras, que captam as vibrações do espírito e as transferem para as regiões correspondentes na matéria física. 

As obras complementares, sobretudo as de autoria de André Luiz, trouxeram mais dados sobre a especificação dos invólucros dos espíritos. Ele afirma que o corpo mental é o envoltório sutil da mente e é a duplicata energética que reveste o corpo físico do homem. Diz ainda que o corpo mental preside a formação do corpo espiritual, que, por sua vez, comanda a formação do corpo físico juntamente com corpo vital. 


Natureza e Características 


O duplo etérico é permanentemente acoplado ao corpo físico, sendo responsável pela sua vitalização. Portanto, morrendo o corpo físico, imediatamente morrerá o correspondente corpo etérico. É constituído por éter físico emanado do próprio planeta Terra e funciona com êxito tanto no limiar do plano espiritual como do plano físico. Sua textura varia conforme o tipo biológico humano, ou seja, será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Ele funciona como um mediador na ligação entre o corpo físico e o perispírito, não sendo, portanto, um veículo separado da consciência. É um campo mais denso que o perispiritual, condensando as energias espirituais que seguem para o físico, mas, ao mesmo tempo, recebe os impulsos físicos, converte-os e direciona-os aos arquivos perispiriticos, mentais, inconscientes e espirituais. Atua como uma proteção natural contra intensas investidas de habitantes menos esclarecidos do plano espiritual, defendendo-o também do ataque de bactérias e larvas que podem invadir não só a organização física na encarnação, mas a própria constituição perispiritual. 

No entanto, o duplo etérico é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de idênticos contornos. Apesar dele ser um corpo invisível aos olhos carnais, apresenta-se aos videntes e aos desencarnados como uma capa densa e algo física. De aparência violeta-pálida ou cinza-azulada, o duplo etérico, em condições normais, estende-se cerca de 6mm além da superfície do corpo denso correspondente. 

As energias que entram n organismo físico, como o fluido vital, passam pelas regiões do duplo etérico responsáveis pela absorção e circulação destas: os centros de força conhecidos como chacras. Os chacras do duplo etérico são temporários, durando o tempo que este existir, ao contrário dos chacras perispirituais, que são permanentes. Cada chacra conta com uma localização e função principal, correspondente a uma região de plexos nervosos do corpo físico. São 7 os principais chacras, ligados entre si por condutos conhecidos como meridianos, por onde flui a energia vital modificada pelo duplo etérico. 


Sensibilidade do Duplo Etérico 

O duplo etérico acusa de imediato qualquer tipo de hostilidade ao corpo físico e ao perispírito, através dos centros sensoriais correspondentes na consciência perispiritual e física. Por sua vez, o perispírito, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do espírito imortal, ao manifestar seu pensamento, seus desejos ou sentimentos em direção à consciência física, também obriga o duplo etérico a sofrer os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando atuam no mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores. 

Algumas criaturas que sofreram mutilação de um ou mais membros de seu corpo se queixam de dores nesses órgãos físicos amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo etérico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. Assim, é comum as pessoas sem pernas ou braços ainda conservarem uma certa sensibilidade reflexa por algum tempo, transmitida para sua consciência através de seus correspondentes membros etéricos. 

Apesar do duplo etérico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, ele não é apenas um intermediário passivo entre o perispírito e o organismo carnal, reagindo de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o perispírito e, depois, causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Este automatismo instintivo lhe possibilita deter a carga elétrica dos aturdimentos mentais que baixam do perispírito para o corpo físico, pois, do contrário bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o perispírito, resultando no desencarne do ser. 

Deve-se considerar que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos que se lançam da mente incontrolada para o cérebro físico por meio do duplo etérico, destrambelhando o sistema nervoso do homem nesse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada dos sistemas endócrino, linfático e sanguíneo, podendo gerar conseqüências físicas na forma de patologias, como apoplexia, decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, síncope cardíaca, em virtude da contenção súbita da corrente sanguínea alterada pelos impactos do ódio, ou a repressão violenta da vesícula, devido a uma explosão de ciúme. 

Algumas emoções afetam o duplo etérico em sua tarefa de mediador entre o perispírito e o corpo físico. No entanto, quando ele é submetido a impactos agressivos do perispírito perturbado, baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que partem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo uma espécie de barreira vibratória. Assim, o duplo etérico faz com que haja uma imunização contra a freqüência vibratória violenta do perispírito, contraindo sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas, deixando o impacto psíquico de ódio, cólera ou ciúme impossibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico. 


Afastamento Compulsório 

Entretanto, quando o duplo etérico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma explosão emocional do perispírito, ele recebe um impulso de afastamento compulsório. Neste caso, a vitalidade orgânica do homem cai instantaneamente, fazendo com que desmaie ou tenha o que chamamos de "ataques". 

Diante dos impactos súbitos e violentos do perispírito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos dessa descarga, por ser responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração. É por isso que, nestes casos, há o risco de enfartes cardíacos de conseqüências fatais. No entanto, o duplo etérico, com seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de força etérica se desintegrem por completo. 

Agora, caso a descarga violenta do perispírito não consiga atingir o corpo físico devido à reação defensiva do duplo etérico, as toxinas emocionais sofrem um choque de retorno e voltam a se fixar no perispírito, ficando nele instaladas até que sejam expurgadas na atual ou em uma futura encarnação. Isto porque a única válvula de escape para esses venenos psíquicos é o corpo físico, que, para propiciar essa "limpeza", sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem. 

Aliás, , os desajustes morais são uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, gerando um número cada vez maior de pessoas neuróticas, esquizofrênicas e desesperadas, tudo isso como conseqüência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isto resulta em um aumento cotidiano do índice de vítimas, uma vez que o duplo etérico se torna impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no perispírito até que sejam transferidas ao corpo físico. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, essa saturação pode gerar afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como o câncer e outras enfermidades. 

O transe mediúnico, a anestesia total, os passes, os ataques epilépticos, a hipnose, a catalepsia e os acidentes bruscos são fatores que afastam o perispírito do duplo etérico. Quando este se separa do corpo carnal, provoca uma redução de vitalidade física e queda de temperatura no homem, pois o corpo físico se mantém com uma reduzida cota de fluido vital para se nutrir, esteja adormecido ou em transe. 


Epilepsia e Hipnose 

O epiléptico é uma pessoa cujo duplo etérico se afasta com freqüência de seu corpo físico. O ataque epiléptico e o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos apresentam certa semelhança entre si, com a diferença de que o médium ingressa no transe de forma espontânea, enquanto o epiléptico é atirado ao solo assim que seu duplo etérico fica saturado dos venenos expurgados pelo perispírito e se afasta violentamente, a fim de escoá-los no meio ambiente sob absoluta imprevisão de seu portador. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico também é um médium de fenômenos físicos em potencial, já que a incessante saída de seu duplo etérico pode lhe abrir uma brecha pela qual fica sensibilizado para a fenomenologia mediúnica. 

Todo ataque epiléptico é um estado de defesa do corpo fisico, que expulsa o duplo etérico e o perispírito para que estes se recomponham energeticamente, trocando energias negativas por positivas. Os epilépticos são pessoas que tiveram ação com energias muito densas em encarnações passadas. Assim, os psicotrópicos utilizados pelos médicos dificultam o desprendimento do duplo etérico, evitando os ataques. 

Já o hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado, induzindo-o ao estado de transe hipnótico. Resulta daí o afastamento parcial do duplo etérico, que fica à deriva, permitindo a imersão no subconsciente. Com isso, o hipnotizador abre uma fresta no plano espiritual que lhe permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas. 

Quando o duplo etérico se afasta por alguns centímetros do corpo físico, a ação física diminui e se amplia a abertura para a atuação do perispírito, tornando-se um catalizador de energias espirituais. Por isso, favorece o despertar de seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser. 

As anestesias operatórias, os anti-espasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, os entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcalóides como a mescalina são substâncias que operam violentamente nos interstícios do duplo etérico. Embora a necessidade obrige o médium a se utilizar, por vezes, de algumas destas substâncias em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente exagerar sob qualquer pretexto ou motivo. O médium que abusa de entorpecentes que atuam com demasiada freqüência em seu duplo etérico se transforma em um alvo muito mais acessível ao assédio do mundo inferior. 


Rompimentos do Duplo Etérico 

A estrutura íntima do duplo etérico fica seriamente afetada quando, por meio de desregramentos e vicios, a pessoa utiliza substâncias corrosivas como álcool, fumo, drogas em geral e medicamentos cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos. Neste caso, ocorre um bombardeio à constituição do duplo etérico, que queima e envenena as células etéricas e forma buracos semelhantes às bordas queimadas de um papel, criando brechas por onde penetram as várias comunidades de larvas e vírus do subplano espiritual, normalmente utilizadas por inteligências sombrias como uma maneira de facilitar seu domínio sobre o homem. 

Acontece que, sem a proteção dessa tela, que os mantém naturalmente afastados dos habitantes dos subplanos espirituais, os médiuns começam a perceber formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano umbralino, ocorrendo os mais diversos distúrbios que comprometem o equilíbrio físico-psíquico do ser humano. Falta aos médiuns a proteção etérica que violentaram pelo uso de substâncias quimicas tóxicas, as quais lhes destruíram parte do escudo que a natureza os dotou para sua segurança, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre o plano espiritual e o físico. Embora a destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, sua falta é verdadeiramente nociva, já que o duplo etérico é de suma importância para o equilíbrio do ser humano. 

As lesões do duplo etérico são difíceis de se recompor. Para estabelecer seu equilíbrio em tais situações, deve-se lançar mão, além dos recursos terapêuticos utilizados com freqüência nos centros espíritas, da doação e da transfusão de fluido vital ectoplasmático, suprindo a falta ou revitalizando as partes afetadas do duplo etérico. 


Segundo Dr. Jorge Andréa: 

Duplo etérico - "O perispírito ao se acoplar às organizações somáticas, faz às expensas de zona energética bem definida, chamada o Duplo Etérico, cujas efusões, de mistura com aquelas da organização física, determinam um halo energético em volta do corpo; halo este de configuração ovóide em seu todo, variável de indivíduo a indivíduo, não só com suas expansões, mas também de múltipla coloração" (Jorge Andréa, Psicologia Espírita Voz. II parte do perispírito mais grosseira e próxima do corpo). 

É um reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, para a reposição de energias gastas ou perdidas. Com a desencarnação, essa estrutura se desintegra com a própria organização física. Assim, o perispírito perde em grande parte essa túnica de vitalidade, essencial para o equilíbrio Espírito-corpo. 

O duplo etérico se forma com a encarnação do Espírito, e não possui existência própria como o perispírito, desintegrando-se com a morte física, como dissemos acima. É considerado o cerne da eletricidade biológica humana, por ter função de absorver energias vitais do ambiente, distribuindo-as eqüitativamente, envolvendo órgãos e sistemas em eflúvios próprios e, inclusive, permitindo o diagnóstico precoce de males que venham a acometer o indivíduo. 

Nos suicidas, o duplo ainda pleno de energias vitais permanece ligado ao perispírito e ao cadáver, fazendo com que o Espírito sinta uma espécie de repercussão daquilo que está a ocorrer na matéria, ou seja, a decomposição provocada pelos vermes na terra. A propósito, tudo indica que a carga de energia vital contida no duplo condiciona, basicamente, a maior ou menor longevidade do ser humano. Entende-se então que os medianeiros curadores em geral, e os aptos à produção de fenômenos ectoplásmicos particularmente ostensivos, já trazem em seu duplo etérico uma reserva maior de energia vital. 

Também compreendemos como uma vida na carne pode, eventualmente, ser prolongada, como nos mostram inúmeros relatos bem conhecidos dos espíritas brasileiros. Em caso de prolongamento da vida física por razões evidentemente especiais, avaliadas pelos Espíritos Superiores, surge o revigoramento fisiológico, graças a uma suplementação de recursos no duplo etérico da pessoa contemplada com tal benefício. Existe uma relação muito estreita entre o duplo etérico e o corpo físico; uma deficiência energética de um repercute no outro com nítida queda de vitalidade. 

O fenômeno da insensibilização poderá ser lembrado aqui, pois a insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo etérico para o corpo, inclusive com a possibilidade de um afrouxamento dos próprios liames perispirituais, que, no caso de anestesia geral, poderia até favorecer o seu desprendimento. 

Nos caso de materialização completa, um outro efeito se verifica: qualquer agressão ao corpo materializado repercute imediatamente no corpo denso do médium doador de recursos ectoplásmicos, através do duplo, chegando a produzir ferimentos no corpo do medianeiro. Pois o fluxo do ectoplasma é do duplo etérico do médium doador ao psicossoma do Espírito em materialização, revestindo-o e possibilitando-lhe expressão física. Esses efeitos lembram os fenômenos de estigmatização, em que o duplo etérico do médium é influenciado por ações mentais de tal forma que a fisiologia se altera, tecidos podem se romper, feridas aparecer e o sangue fluir (dermografia); passado o momento de influenciação, se restabelece o estado de normalidade. 

==>Basicamente, todos os fenômenos de efeitos físicos muito bem definidos no compêndio kardeciano - por dependerem basicamente do ectoplasma, guardam relação com o duplo etérico. 

No desdobramento - visando a uma diminuição na sua densidade com conseqüente aumento da velocidade e mobilidade - o perispírito devolve ao físico largas cotas de energia com as quais se encontra impregnado quando justaposto a este, tal qual um balão que, para alçar maior altitude, se desvencilha do lastro que o torna lento. 

Nos desdobramentos em que se faz acompanhar do duplo etérico, ou eflúvios vitais, o perispírito não consegue um afastamento maior da organização terrestre, pois essa energia adensa um pouco mais o perispírito.