INSTRUÇÕES DE ALLAN
KARDEC
AOS ESPÍRITAS DO
BRASIL
I - EXORTAÇÃO AO ESTUDO, A CARIDADE
E A UNIFICAÇÃO
Paz e
amor convosco.
Que
possamos ainda uma vez, unidos pelos laços da fraternidade, estudar essa
doutrina de paz e de amor, de justiça e de esperanças, graças à qual
encontraremos a estreita porta da salvação futura ‒ o gozo indefinido e imorredouro para as nossas
almas humildes.
Antes de
ferir os pontos que fazem o objetivo da minha manifestação, devo pedir a todos
vós que me ouvis ‒ a todos vós espíritas a quem falo neste
momento ‒ que me perdoeis se porventura, na
exteriorização dos meus pensamentos, encontrardes alguma coisa que vos magoe,
algum espinho que vos vá ferir a sensibilidade do coração.
O
cumprimento do dever nos impõe usemos de linguagem franca, rude mesmo. Por isso
que cada um de nós terá uma responsabilidade individual e coletiva e, para
salvá-la, lançamos mão de todos os meios que se nos oferecem, sem contarmos,
muitas vezes, com a pobreza da nossa inteligência, que não nos permite dizer
aquilo que sentimos sem magoar, não raro, corações amigos, para os quais só
desejamos a paz, o amor e as doçuras da caridade.
Certo de
que ouvireis a minha suplica; certo de que, falando aos espíritas, falo a uma
agremiação de homens cheios de benevolência, encetei o meu pequeno trabalho, cujo
único fim é desobrigar-me de graves compromissos que tomei para com o nosso
Criador e Pai!
Sempre
compassivo e bom, volvendo os piedosos olhos à Humanidade escrava dos erros e
das paixões do mundo, Deus torna uma verdade as palavras do Cristo, e manda o
Consolador – O Espírito de Verdade - que abertamente fale da revelação
messiânica a essa mesma Humanidade esquecida dAquele que foi levado pelas ruas
da amargura, sob o peso das iniqüidades e das ingratidões dos homens!
Corridos
os séculos, desenvolvido intelectualmente o espírito humano, Deus, na sua
sabedoria, achou que era chegado o momento de convidar os homens à meditação do
Evangelho – precioso livro de verdades divinas ‒ até então ensombrado
pela letra, devido a deficiência da percepção humana para compreendê-lo em
espírito.
Por toda
a parte se fez luz; revelou-se à Humanidade o Consolador prometido, recebendo
os povos ‒de acordo com o seu preparo moral e intelectual ‒ missões importantes,
tendentes a acelerar a marcha triunfante da Boa-Nova!
Todos
foram chamados: a nenhum recesso da Terra deixou de apresentar-se o Consolador
em nome desse Deus de misericórdia, que não quer a morte do pecador ‒ nem o extermínio dos
ingratos ‒ e sim os deseja ver remidos dos desvarios da
carne, da obcecação dos instintos.
Sendo
assim, a esse pedaço de terra, a que chamais Brasil, foi dada também a
Revelação da Revelação, firmando os vossos Espíritos, antes de encarnarem,
compromissos de que ainda não vos desobrigastes. E perdoai que o diga: tendes
mesmo retardado o cumprimento deles e de graves deveres, levados por
sentimentos que não convém agora perscrutar.
Ismael, o
vosso Guia, tomando a responsabilidade de vos conduzir ao grande templo do amor
e da fraternidade humana, levantou a sua bandeira, tendo inscrito nela ‒ Deus, Cristo e Caridade. Forte pela dedicação, animado pela
misericórdia de Deus, que nunca falta aos trabalhadores, sua voz santa e
evangélica ecoou em todos os corações, procurando atraí-los para um único
agrupamento onde, unidos, teriam a força dos leões e a mansidão dos
pombos; onde, unidos, pudessem afrontar todo o peso das iniqüidades humanas;
onde, enlaçados num único sentimento ‒ o do amor ‒ pudessem adorar o
Pai em Espírito e Verdade; onde se levantasse a grande muralha da fé, contra a
qual viessem quebrar-se todas as armas dos inimigos da Luz; onde, finalmente,
se pudesse formar um grande dique à onda tempestuosa das paixões, dos crimes e
dos vícios que avassalam a Humanidade inteira!
Constituiu-se esse agrupamento; a voz de Ismael foi sentida nos corações. Mas,
à semelhança das sementes lançadas no pedregulho, elas não encontram terra boa
para as suas raízes, e quando aquele anjo bom ‒ aquele Enviado
de Deus ‒ julgava ter em seu seio amigos e irmãos capazes de ajudá-lo na
sua grande tarefa, santa e boa, as sementes foram mirrando ao fogo das
paixões, foram-se encravando na rocha, apesar de o orvalho da misericórdia
divina as banhar constantemente para sua vivificação.
Ali, onde
a humildade deveria ter erguido tenda, o orgulho levantou o seu reduto; ali,
onde o amor devia alçar-se, sublime e esplêndido, até junto do Cristo, a
indiferença cavou sulcos, à justiça se chamou injustiça, à fraternidade -
dissensão!
Mas, pela
ingratidão de uns, haveria de sacrificar-se a gratidão e a boa-vontade de
outros?
Pelo
orgulho dos que já se arvoraram em mestres na sua ignorância, havia de
sacrificar-se a humildade do discípulo perfeitamente compenetrado dos seus
deveres? Não!
Assim,
quando os inimigos da Luz – quando o espírito das trevas julgava esfacelada a
bandeira de Ismael, símbolo da trindade divina; quando a voz iníqua já reboava
no Espaço, glorificando o reino das trevas e amaldiçoando o nome do Mártir do
Calvário, ele recolheu o seu estandarte e fez que se levantasse pequena tenda
de combate com o nome - Fraternidade!
Era este,
com certeza, o ponto para o qual deviam convergir todas as forças dispersas –
todos os que não recebiam a semente do pedregulho.
Certos de
que acaso é palavra sem sentido, e testemunhas dos
fatos que determinaram o levantamento dessa tenda, todos os espíritas tinham o
dever sagrado de vir aqui se agruparem – ouvir a palavra sagrada do bom Guia
Ismael – único que dirige a propaganda da Doutrina nesta parte do planeta e
único que tem a responsabilidade da sua marcha e desenvolvimento.
Mas,
infelizmente, meus amigos, não pudestes compreender ainda a grande significação
da palavra ‒ Fraternidade!
Não é um
termo, é um fato; não é uma palavra vazia, é um sentimento, sem o qual vos achareis sempre fracos para
essa luta que vós mesmos não podeis medir, tal a sua extraordinária grandeza!
Ismael tem
o seu Templo, e sobre ele a sua bandeira ‒ Deus, Cristo e
Caridade! Ismael tem a sua
pequenina tenda, onde procura reunir todos os seus irmãos ‒ todos aqueles que
ouviram a sua palavra e a aceitaram por verdadeira: chama-se Fraternidade!
Pergunto-vos:
Pertenceis à Fraternidade? Trabalhai para o levantamento desse Templo cujo lema
é:Deus, Cristo e Caridade?
Como, e
de que modo?
Meus
amigos! É possível que eu seja injusto para convosco naquilo que vou
dizer: o vosso trabalho, feito todo de acordo ‒ não com a Doutrina ‒ mas com o que
interessa exclusivamente aos vossos sentimentos, não pode dar bom fruto. Esse
trabalho, sem regime, sem disciplina, só pode, de acordo com a doutrina que
esposastes, trazer espinhos que dilacerem vossas almas, dores pungentes aos
vossos Espíritos, por isso que, desvirtuando os princípios em que ela assenta,
dais entrada constante e funesta àquele que, encontrando-vos desunidos pelo
egoísmo, pelo orgulho, pela vaidade, facilmente vos acabrunhará com todo o peso
da sua iniqüidade.
Entretanto, dar-se-ia o mesmo se estivésseis unidos? Porventura acreditais na
eficiência de um grande exército dirigido por diversos generais, cada qual com
o seu sistema, com o seu método de operar e com pontos de mira divergentes?
Jamais! Nessas condições só encontrareis a derrota, porquanto ‒ vede bem ‒, o que não podeis fazer com o Evangelho: unir-vos pelo amor do
bem, fazem os vossos inimigos, unindo-se pelo amor do mal!
Eles não
obedecem a diversas orientações, nem colimam objetivos diversos; tudo converge
para a Doutrina Espírita ‒ Revelação da Revelação – que não
lhes convém e que precisam destruir, para o que empregam toda a sua
inteligência, todo o seu amor do mal, submetendo-se a uma única direção!
A luta
cresce dia a dia, pois que a vontade de Deus, iniciando as suas criaturas nos
mistérios da vida de além-túmulo, cada vez mais se torna patente.
Encontrando-se, porém, os vossos Espíritos em face da Doutrina, no estado
precário que acabo de assinalar, pergunto: ‒ Com que
elemento contam eles, os vossos Espíritos, na temerosa ação em que se vão
empenhar, cheios de responsabilidade?
Em que
canto da Terra já se ergue o grande tabernáculo onde ireis elevar os vossos
pensamentos; em que canto da Terra construístes a grande muralha contra a
qual se hão de quebrar as armas dos vossos adversários?
Será
possível que, à semelhança das cinco virgens pouco zelosas, todo o cuidado da
vossa paz tenhais perdido? Que conteis com as outras, que não dormem e que
ansiosamente aguardam a vinda do seu Senhor?
Mas, se e
assim, em que consiste o aproveitamento das lições que constantemente vos são
dadas a fim de tornar uma verdade a vossa vigilância e uma santidade a vossa
oração?
Se assim
é, onde os frutos desse labor fecundo de todos os dias, dos vossos amigos de
além-túmulo?
Acaso
apodreceram roídos pela traça – tocados pelo bolor os vossos arquivos repletos
de comunicações?
Onde,
torno a perguntar, a segurança da vossa fé, a estabilidade da vossa crença, se,
tendo uma única doutrina para apoio forte e inabalável, a subdividis, a
multiplicais ao capricho das vossas individualidades, sem contar com a
coletividade que vos poderia dar a força, se constituísseis um elemento homogêneo,
perfeitamente preparado pelos que se encarregam da revelação?
Mas, onde
a vantagem das subdivisões? Onde o interesse real para a Doutrina e seu
desenvolvimento, na dispersão que fazeis do vosso grande todo, dando já, desse
modo, um péssimo exemplo aos profanos, por isso que pregais a fraternidade e
vos dividis cheios de dissensões?
Onde as
vantagens de tal proceder? Estarão na diversidade dos nomes que dais aos
grupos? Por que isso? Será porque este ou aquele haja recebido maior doação do
patrim6nio divino? Será porque convenha a propaganda que fazeis?
Mas, para
a propaganda, precisamos dos elementos constitutivos dela. Pergunto: ‒ onde a escola
dos médiuns? Existe?
Porventura os homens que tem a boa-vontade de estudar convosco os mistérios do
Criador, preparando seus Espíritos para o ressurgir da outra vida,
encontram em vós os instrumentos disciplinados ‒ os médiuns
perfeitamente compenetrados do importante papel que representam na família
humana e cheios dessa seriedade, que dá uma idéia da grandeza da nossa
Doutrina?
Ou a
vossa propaganda se limita tão-somente a falar do Espiritismo? Ou os vossos
deveres e as vossas responsabilidades individuais e coletivas se limitam a dar
a nota do ridículo àqueles que vos observam julgando-vos doidos e visionários?
Meus
amigos! Sei quanto é doloroso tudo isto que vos digo, pois que cada um dos meus
pensamentos é uma dor que atinge profundamente o meu Espírito. Sei que as
vossas consciências sentem perfeitamente todo o peso das verdades que vos
exponho. Mas, eu vos disse ao começar: ‒ temos responsabilidades e
compromissos tomados, dos quais procuramos desobrigar-nos por todos os meios ao
nosso alcance!
Se
completa não esta a minha missão na Terra; se mereço ainda do Senhor a graça de
vir esclarecer a doutrina que ai me foi revelada, dando-vos novos conhecimentos
compatíveis com o desenvolvimento das vossas inteligências; se vejo que cada
dia que passa da vossa existência – iluminada pela sublime luz da revelação,
sem produzirdes um trabalho à altura da graça que vos foi concedida ‒ é um motivo de
escândalo para as vossas próprias consciências; devo usar desta linguagem rude
de amigo, a fim de que possais, compenetrados verdadeiramente dos vossos
deveres de cristãos e de espíritas, unir-vos num grande agrupamento fraterno,
onde ‒ avigorados pelo apoio mútuo e pela proteção dos bons ‒ possais
enfrentar o trabalho extraordinário que vos cumpre realizar para
emancipação dos vossos Espíritos, trabalho que inegavelmente ocasionará grande
revolução na Humanidade, não só quanto à parte da Ciência e da Religião, mas
também na dos costumes!
Uma vez
por todas vos digo, meus amigos: ‒ Os vossos trabalhos, os
vossos labores não podem ficar no estreito limite da boa-vontade e da
propaganda, sem os meios elementares indicados pela mais simples razão.
Não vem
absolutamente ao caso o reportar-vos às palavras de Jesus - Cristo quando disse
que – a luz não se fez para ser colocada debaixo do alqueire. Não vem ao caso e
não tem aplicação, porque não possuis luz própria!
Fazei a
luz pelo vosso esforço; iluminai todo o vosso ser com a doce claridade das
virtudes; disciplinai-vos pelos bons costumes no Templo de Ismael, templo
onde se adora a Deus, se venera o Cristo e se cultiva a Caridade. Então, sim;
distribuí a luz, ela vos pertence!
E vos
pertence, porque é um produto sagrado do vosso próprio esforço, uma brilhante
conquista do vosso Espírito ‒ empenhado nas lutas sublimes da
Verdade.
Fora
desses termos, podeis produzir trabalhos que causem embriaguez a vista,
mas nunca que falem sinceramente ao coração. Podeis produzir emoções fortes,
por isso que muitos são os que gostosamente se entregam ao culto do
maravilhoso; nunca, porém, deixarão as impressões suaves da Verdade vibrando as
cordas do amor divino no grande coração humano.
Fora
dessa convenção ortodoxa, é possível que as plantas cresçam nos vossos grupos,
mas é bem possível que também seus frutos sejam bastante amargos, bastante
venenosos, determinando, ao contrario do que devia acontecer, a morte moral do
vosso Espírito ‒ a destruição, pela base, do vosso Templo de trabalho!
Se o
Evangelho não se tornar realmente em vossos espíritos um broquel, quem vos
poderá socorrer, uma vez que a Revelação tende a absorver todas as consciências,
emancipando o vosso século? Se o Evangelho nas vossas mãos apenas tem a
serventia dos livros profanos, que deleitam a alma e encantam o pensamento,
quem vos poderá socorrer no momento dessa revolução planetária que já se faz
sentir, que dará o domínio da Terra aos bons, preparados para o seu
desenvolvimento, que ocasionara a transmigração dos obcecados e endurecidos
para o mundo que lhes for próprio?
Que será
de vós ‒ quem vos poderá socorrer ‒ se, a lâmpada
do vosso Espírito, faltar o elemento de luz com que possais ver a chegada
inesperada do Cristo, testemunhando o valor dos bons e a fraqueza moral dos
maus e dos ingratos?
Se fostes
chamados às bodas do filho do vosso Rei, por que não tomam os vossos
Espíritos as roupagens dignas do banquete, trocando conosco o brinde do amor e
da caridade pelo consórcio do Cristo com o seu povo?
Se tudo
esta preparado, se só faltam os convivas, por que cedeis o vosso lugar aos
coxos e estropiados que, últimos, virão a ser os primeiros na mesa farta da
caridade divina?
Esses
pontos do Evangelho de Jesus - Cristo, apesar da Revelação, ainda não
provocaram a vossa meditação?
Esse eco
que reboa por toda a atmosfera do vosso planeta, dizendo ‒ Os tempos são chegados! ‒ será um gracejo dos enviados de Deus, com o
fim de apavorar os vossos espíritos?
Será
possível nos preparemos para os tempos que chegam, vivendo cheios de dissensões
e de lutas, como se não constituíssemos uma única família, tendo para regência
dos nossos atos e dos nossos sentimentos uma única doutrina?
Será
possível nos preparemos para os tempos que chegam, dando a todo momento e
a todos os instantes a nota do escândalo, apresentando-nos aos homens sob o
aspecto de homens cheios de ambições, que não trepidam em lançar mão até das
coisas divinas para o gozo da carne e satisfação das paixões do mundo?
Mas seria
simplesmente uma obcecação do Espírito ‒ pretender desobrigar-se dos seus
compromissos e penetrar, no reino de Deus, coberto dessas paixões e dessas
misérias humanas!
Isso
equivaleria não acreditardes naquilo mesmo em que dizeis crer; seria zombar do
vosso Criador que, não exigindo de vós sacrifício, vos pede, entretanto, não
transformeis a sua casa de oração em covil de ladrões!
Meus
amigos! Sem caridade não ha salvação ‒ sem fraternidade não pode haver
união.
Uni-vos,
pois, pela fraternidade, debaixo das vistas do bom Ismael, vosso Guia e
Protetor. Salvai-vos pela Caridade, distribuindo o bem por toda a parte,
indistintamente, sem pensamento oculto, àqueles que vos pedem lhes deis da
vossa crença ao menos um testemunho moral, que os possa obrigar a respeitar em
vós o individuo bem-intencionado e verdadeiramente cristão.
Sobre a
propaganda que procurais fazer, exclusivamente para chamar ao vosso seio maior
número de adeptos, direi ‒ se os meios mais fáceis que tendes
encontrado são a cura dos vossos irmãos obsessos, são as visitas
domiciliárias e a expansão dos fluidos ‒ aí tendes um modesto trabalho para
vossa meditação e estudo.
E, lendo,
compreendendo, chamai-me todas as vezes que for do vosso agrado ouvir a minha
palavra e eu virei esclarecer os pontos que achardes duvidosos ‒ virei, em
novos termos, se preciso for, mostrar-vos que esse lado que vos parece
fácil para a propaganda da Doutrina ‒ é o maior escolho lançado no vosso
caminho ‒ é a pedra colocada às rodas do vosso carro triunfante ‒ será,
finalmente, o motivo da vossa queda desastrosa, se não souberdes guiar-vos com
o critério exigível de quantos se empenham numa tão grande causa.
Permita
Deus que os espíritas a quem falo, que os homens a quem foi dada a graça de
conhecer em espírito e verdade a Doutrina do Cristo, tenham a boa-vontade de me
compreender ‒ a boa-vontade de ver nas minhas palavras unicamente o interesse
do amor que lhes consagro.
Allan Kardec
Autor: FEB
Fonte: A Prece
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