sábado, 31 de março de 2012

Manipulações entre a alegoria e o fato


Entre o mito e a história

Da mesma forma que lemos fábulas com inserções de histórias reais, também lemos na história e nos fatos reais, idéias, opiniões e interpretações inseridas segundo a personalidade daquele que copia ou traduz um texto ou uma obra.
As inserções às vezes, acontecem inocentemente com a intenção de embelezar um texto, acrescentando belas palavras que modificam a idéia do autor ou uma realidade histórica.
Além das traduções e cópias encharcadas de idéias e interpretações oriundas de tendências religiosas ou políticas, quando não são por outros interesses, devemos levar em conta que os escritos antigos, sejam históricos , religiosos, mitos, etc., foram feitos por homens que viveram em épocas diferentes, lugares diversos e que possuíam também seus pensamentos religiosos e tendências políticas e múltiplos requisitos pessoais.
Além disso com referencia às obras religiosas, lembramos que tais escritos, trazem textos emblemáticos, com ensinamentos secretos, cujo conteúdo real somente é percebido por poucos que se dediquem à busca das verdades espirituais.
Referindo-nos agora ao novo testamento, deixados por quatro seguidores de Jesus e talvez mais, sabemos que o próprio Jesus nada deixou escrito e que seus apóstolos só escreveram à seu respeito muitos anos depois de sua morte. Acrescentando ainda que todos aqueles predicados, intenções, dúvidas, etc que aludimos à respeito dos escritores antigos, também possuíam os apóstolos de Jesus.
O que esperam os cristãos encontrar nos Evangelhos?
Que verdades estarão nos versículos deixados pelos apóstolos?
Uma única verdade pode transparecer da segunda revelação: Os ensinos morais vividos por Jesus, que não podem ser modificados por nenhum tradutor ou copista, que somente idéias sectaristas ou interesses materiais podem tentar deturpar, enganando apenas os que não tenham olhos de ver e ouvidos de ouvir. A verdade é única e transparece vitoriosa sobre todos os frangalhos restantes das mentiras que se faça à seu respeito.



Octavio B. Silveira
Rio de Janeio, 16 de março de 2012.

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