Entre o mito e a história
Da mesma forma que lemos
fábulas com inserções de histórias reais, também lemos na história e nos fatos
reais, idéias, opiniões e interpretações inseridas segundo a personalidade
daquele que copia ou traduz um texto ou uma obra.
As inserções às vezes,
acontecem inocentemente com a intenção de embelezar um texto, acrescentando
belas palavras que modificam a idéia do autor ou uma realidade histórica.
Além das traduções e
cópias encharcadas de idéias e interpretações oriundas de tendências religiosas
ou políticas, quando não são por outros interesses, devemos levar em conta que
os escritos antigos, sejam históricos , religiosos, mitos, etc., foram feitos
por homens que viveram em épocas diferentes, lugares diversos e que possuíam
também seus pensamentos religiosos e tendências políticas e múltiplos
requisitos pessoais.
Além disso com referencia
às obras religiosas, lembramos que tais escritos, trazem textos emblemáticos,
com ensinamentos secretos, cujo conteúdo real somente é percebido por poucos
que se dediquem à busca das verdades espirituais.
Referindo-nos agora ao
novo testamento, deixados por quatro seguidores de Jesus e talvez mais, sabemos
que o próprio Jesus nada deixou escrito e que seus apóstolos só escreveram à
seu respeito muitos anos depois de sua morte. Acrescentando ainda que todos
aqueles predicados, intenções, dúvidas, etc que aludimos à respeito dos
escritores antigos, também possuíam os apóstolos de Jesus.
O que esperam os cristãos
encontrar nos Evangelhos?
Que verdades estarão nos
versículos deixados pelos apóstolos?
Uma única verdade pode
transparecer da segunda revelação: Os ensinos morais vividos por Jesus, que não
podem ser modificados por nenhum tradutor ou copista, que somente idéias
sectaristas ou interesses materiais podem tentar deturpar, enganando apenas os
que não tenham olhos de ver e ouvidos de ouvir. A verdade é única e transparece
vitoriosa sobre todos os frangalhos restantes das mentiras que se faça à seu
respeito.
Octavio B. Silveira
Rio de Janeio, 16 de março de
2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário